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ANABB

Discurso Fuji - Audiência Pública 10/12 - Câmara dos Deputados

Discurso Fuji - Audiência Pública 10/12 - Câmara dos Deputados


Em 17.12.2019 às 16:31 Compartilhe:

Íntegra do discurso do Presidente da ANABB, Reinaldo Fujimoto, para audiência pública na Câmara dos Deputados (Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público),  em 10/12/19, com o Presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes:

Agradeço esta Casa, especialmente aos membros desta Comissão, pela oportunidade de debater e esclarecer, junto aos representantes eleitos pela sociedade, o futuro do Banco do Brasil, uma das mais relevantes empresas públicas do país.

Estou aqui representando a comunidade Banco do Brasil que reúne mais de 2 milhões de brasileiros.

A ANABB - Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil - é uma entidade independente, sem vinculação político-partidária, reunindo cerca de 100 mil funcionários da ativa e aposentados.

A nossa missão institucional é defender um banco público eficiente e útil para toda a sociedade brasileira. Um banco que continue gerando resultados para o acionista majoritário e seja instrumento do desenvolvimento econômico e social do país.

Os balanços do BB demonstram sua força e potencial. Quero ressaltar como a ANABB, em nome dos funcionários do Banco do Brasil, entende a missão institucional e o futuro do BB.

Com esforço de muitas gerações, muito trabalho e recursos, o estado e a sociedade brasileira construíram um Banco do Brasil sólido, competitivo e com reputação internacional.

É um modelo de empresa pública que tem, em seu DNA, o espírito inovador que permite responder rapidamente às mudanças no ambiente tecnológico. E temos também a característica marcante da resiliência, que permite ao Banco adaptação às transformações econômicas e às constantes mudanças políticas.

Por estas atitudes e valores organizacionais, assimilados pelos profissionais que trabalham e trabalharam no Banco do Brasil, temos total confiança de que em qualquer cenário futuro, o BB conseguirá sobreviver e gerar resultados positivos para o nosso maior cliente que é o Brasil.

Por isso, discordamos veementemente de tantas declarações oficiais a respeito de privatização do banco do brasil.

Sobre estas falas, publicadas com frequência pela imprensa, vou me deter brevemente em três aspectos:

O primeiro aspecto é a liturgia do cargo.

Com ações nas bolsas de valores e papéis no exterior, causa estranheza que o dirigente do posto mais elevado do Banco do Brasil dissemine a ideia de venda dos ativos da empresa.

Imaginem, caros parlamentares, em um exemplo hipotético, o presidente da Apple ficar afirmando publicamente que gostaria de vender a empresa para uma concorrente e assim se desfazer do negócio. Não condiz com a liturgia do cargo e muito menos com as boas normas que regem as empresas abertas que atuam no mercado.

O segundo aspecto é saber se a defesa de privatização do Banco do Brasil é uma opinião pessoal ou expressa uma orientação de governo. Reiteradas vezes lemos e ouvimos que não está na agenda de governo a privatização do Banco do Brasil. Estas declarações são da presidência da república.

O direito da livre expressão é constitucional. No entanto, quando ouvimos o presidente do Banco do Brasil contrariar o Presidente da República, fica a incerteza. O que a sociedade brasileira precisa é menos ruído e menos informações desencontradas.

Não acreditamos que a comunicação do estado brasileiro seja construída para estimular especulações, fofocas e desinformações. Portanto, deputados e deputadas, precisamos da verdade, da informação correta a respeito das intenções do Governo Federal sobre o destino do Banco do Brasil.

Como terceiro ponto, a ANABB ressalta que o tema estratégico de privatizações de empresas públicas, por envolver o patrimônio do país, é prerrogativa desta casa legislativa e do Senado. Cabe à sociedade, por meio dos representantes legitimamente eleitos, avaliarem e aprovarem medidas que tenham como finalidade a venda do que é patrimônio público.

Antecipando-se a este debate, pesquisa realizada pelo Instituto Poder360 constatou que 74% dos congressistas discordam da privatização.

A pesquisa, pedida pela ANABB, chamada a Percepção do BB no Congresso Nacional, divulgada em sessão solene nesta casa sobre a nossa campanha #nãomexenomeubb, revelou ainda o que pensam senadores, senadoras, deputados e deputadas:

  • 84% consideram o BB eficiente
  • 77% responderam que é relevante para a economia brasileira
  • 74% opinaram que é estratégico para o país.

Os congressistas também listaram as áreas onde o Banco do Brasil pode contribuir ainda mais para o país.

Quando indagados sobre quais áreas o Banco do Brasil poderia contribuir ainda mais para o país, os congressistas, responderam, pela ordem: agronegócio, crédito para micro, médias e pequenas empresas, crédito para agricultura familiar, infraestrutura inovação e tecnologia e comércio exterior.

Assim, quero ressaltar o papel do legislativo, sua legitimidade e seu poder de decisão na democracia. E ao encerrar esta fala, uma palavra sobre a luta dos funcionários do banco do brasil

As realizações, conquistas e níveis de liderança que o BB ocupa fazem do Banco e de seus funcionários parceiros inseparáveis do desenvolvimento econômico-social do país. E parceiros de todos os brasileiros e brasileiras: produtores, empresários, trabalhadores, consumidores, cidadãos. Auxiliar o país na retomada do crescimento econômico é nosso papel.

A relevância do BB mobiliza nossa energia e contamos com seu apoio. Até porque a palavra Brasil significa muito para todos nós. Sobretudo, responsabilidade e cuidado com nossas riquezas e com nosso destino de país.

Muito obrigado.

BB EM GRANDES NÚMEROS

O BANCO DO BRASIL é uma empresa pública sólida com enorme potencial para fazer a economia engatar a marcha de crescimento. Alguns números expressam esta força:

  • ATIVOS TOTAIS no valor de mais de R$ 1,4 trilhão e saldo da carteira de crédito na casa de R$ 700 bilhões.
     
  • ATUAÇÃO em 99,3% dos municípios brasileiros e presença global em mais de 120 países.
     
  • RELACIONAMENTO INTENSO com 706 mil micros e pequenas empresas, setor que é responsável por 27% do PIB de acordo com dados do Sebrae.
     
  • RETORNO de mais de R$ 32 bilhões para o Tesouro Nacional nos últimos doze anos, quantia suficiente para construir cerca de 500 hospitais modernos, com 160 leitos, bem equipados e com capacidade de atendimento a 600 pessoas por dia no primeiro ano de funcionamento.
     
  • Apenas com o lucro de 2018, mais de R$ 5 bilhões foram distribuídos para acionistas e investidores, sendo R$ 2,7 bilhões para o Tesouro.
     
  • 68 MILHÕES DE CLIENTES, número que supera a população de centenas de países como França, Itália, Reino Unido, Espanha, Holanda, Canadá e Argentina.
     
  • PROJETOS DE INCLUSÃO SÓCIO PRODUTIVA que beneficiaram 100 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.
     
  • RESPONSABILIDADE por 60% do financiamento da cadeia do agronegócio, que inclui a pequena produção, segmento que gera 25% da riqueza produzida no País. Este setor colocou o Brasil nos primeiros lugares na produção e exportação mundial de alimentos como café, suco de laranja, açúcar, complexo de soja, carne de frango, carne bovina e milho.
     
  • ATUAÇÃO DIFERENCIADA e histórica junto à pequena produção e agricultura familiar. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura Familiar, se o Brasil só contasse com a produção familiar, ainda assim, estaria entre os 10 maiores países na produção de alimentos. Com faturamento anual de US$ de 55 bilhões, esse setor é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes, sendo responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa e por mais de 70% dos empregos no campo.
     
  • É considerado o Banco mais SUSTENTÁVEL DO MUNDO. O Banco ficou em 1º lugar no segmento financeiro e em oitavo no ranking mundial, entre as mais de 7.500 empresas avaliadas. O anúncio foi realizado durante o Fórum Mundial Econômico em Davos, em janeiro passado na Suíça. Este reconhecimento demonstra o comprometimento do Banco e de seus funcionários com a agenda "verde" tema crucial para o planeta.
     
  • SUCESSO NA GOVERNANÇA. Nos últimos anos, deliberadamente tem sido construída a narrativa - falsa - a respeito da má reputação das empresas públicas. O que os funcionários do Banco do Brasil desejam é o aperfeiçoamento constante dos instrumentos de compliance, em suma, o correto, o ético, o íntegro. Nisto, a boa gestão do Banco do Brasil é reconhecida com pontuações máximas em indicadores de governança e gestão criados pelo Governo Federal e pelo Tribunal de Contas da União. O reconhecimento é internacional com recomendações positivas recebidas das maiores agências de risco global (Standard & Poor's; Moody's e Fitch Ratings) que atribuem boas notas na classificação e avaliação de riscos.

Fonte: Agência ANABB