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ANABB

"O tema privatização do Banco do Brasil está encerrado", disse Rubem Novaes em audiência

Diversos parlamentares acompanharam a audiência e apoiaram a causa defendida pela ANABB


Em 10.12.2019 às 18:35 Compartilhe:

"Vocês conhecem o meu posicionamento, mas o Presidente da República puxou minha orelha e disse que o assunto de privatização do Banco do Brasil está encerrado".

Essa foi a principal parte do discurso feito pelo presidente do BB, Rubem Novaes, durante a audiência pública realizada na tarde desta terça-feira, 10/12, na Câmara dos Deputados. A audiência foi presidida pela deputada professora Marcivania (PCdoB/AP), que na mesa esteve acompanhada, além do presidente do BB e de seu assessor; do presidente da ANABB, Reinaldo Fujimoto, e da diretora do Dieese, Mariel Lopes.

Diversos parlamentares acompanharam a audiência entre eles os deputados: Adriano do Baldy (PP/GO), Aluisio Mendes (PSC/MA), Carla Zambelli (PSL/SP), Carlos Veras (PT/ PE), Carlos Gaguim (DEM/TO), Christino Áureo (PP/RJ), Daniel Almeida (PCdoB/BA), Dr. Leonardo (Solidariedade/MT), Eli Borges (Solidariedade/TO), Erika Kokay (PT/DF), Evair de Melo (PP/ES), Flávia Morais (PDT/GO), General Pertenelli (PSL/ SP), Guilherme Derrite (PP/SP), Hercílio Diniz (MDB/MG), Hugo Motta (Republicanos/ PB), Israel Batista (PV/DF), José Rocha (PL/BA), Kim Kataguiri (DEM/SP), Laercio Oliveira (PP/SE) Lucas Gonzalez (NOVO/MG) Luiz Carlos Motta (PL/SP), Paulo Ramos (PDT/RJ), Pompeo de Mattos (PDT/RS), Sanderson (PSL/RS), Silvio Costa Filho (Republicanos/ PE), Zé Carlos (PT/MA).  

Veja como foi o discurso do presidente do BB Rubem Novaes:

O presidente do Banco começou seu discurso informando que o BB vive um momento feliz, porque vem alcançando a satisfação dos seus principais públicos (clientes, funcionários e acionistas).  Hoje, os clientes estão reclamando menos da instituição e isso fez com que o Banco alcançasse melhor ranking junto ao Banco Central. Os funcionários, por sua vez, responderam recente pesquisa e mostraram mais engajamento com os objetivos da instituição. Os acionistas, por fim, estão colhendo os resultados positivos alcançados no último ano.

Rubem Novaes também citou os grandes números em relação a oferta secundária de ações com envolvimento das pessoas físicas e os pontos mais importantes das ações estratégicas da empresa.

O presidente do BB ratificou em diversos momentos que a privatização é questão política e o Presidente da República, Jair Bolsonaro, já deu seu posicionamento de que o assunto está encerrado e o Banco não será privatizado.

O executivo do Banco também respondeu questões dos parlamentares sobre crédito a micro e pequenas empresas, financiamentos, juros, fomento ao agronegócio entre outros assuntos.

Veja íntegra da audiência com o presidente do BB na Câmara dos Deputados

Veja uma parte do discurso do presidente da ANABB, Reinaldo Fujimoto:

“Com esforço de muitas gerações, muito trabalho e recursos, o estado e a sociedade brasileira construíram um Banco do Brasil sólido, competitivo e com reputação internacional.

É um modelo de empresa pública que tem, em seu DNA, o espírito inovador que permite responder rapidamente às mudanças no ambiente tecnológico. E temos também a característica marcante da resiliência, que permite ao banco adaptação às transformações econômicas e às constantes mudanças políticas.

Por estas atitudes e valores organizacionais, assimilados pelos profissionais que trabalham e trabalharam no Banco do Brasil, temos total confiança de que em qualquer cenário futuro, o BB conseguirá sobreviver e gerar resultados positivos para o nosso maior cliente que é o brasil. Por isso, discordamos veementemente de tantas declarações oficiais a respeito de privatização do Banco do Brasil.

Sobre estas falas, publicadas com frequência pela imprensa, vou me deter brevemente em três aspectos:

O primeiro aspecto é a liturgia do cargo: com ações nas bolsas de valores e papéis no exterior, causa estranheza que o dirigente no posto mais elevado do Banco do Brasil dissemine a ideia de venda dos ativos da empresa. Imaginem, em um exemplo hipotético, o presidente da Apple ficar afirmando publicamente que gostaria de vender a empresa para uma concorrente e assim se desfazer do negócio. Não condiz com a liturgia do cargo e muito menos com as boas normas que regem as empresas abertas que atuam no mercado.

O segundo aspecto é saber se a defesa de privatização do Banco do Brasil é uma opinião pessoal ou expressa uma orientação de governo. O direito da livre expressão é constitucional. No entanto, quando ouvimos o presidente do Banco do Brasil contrariar o presidente da república, fica a incerteza.

O que a sociedade brasileira precisa é menos ruído e menos informações desencontradas. Não acreditamos que a comunicação do estado brasileiro seja construída para estimular especulações, fofocas e desinformações. Portanto, precisamos da verdade, da informação correta a respeito das intenções do governo federal sobre o destino do banco do brasil.

Como terceiro ponto, a ANABB ressalta que o tema estratégico de privatizações de empresas públicas, por envolver o patrimônio do país, é prerrogativa desta casa legislativa e do senado.

Cabe à sociedade, por meio dos representantes legitimamente eleitos, avaliarem e aprovarem medidas que tenham como finalidade a venda do que é patrimônio público. Assim, quero ressaltar o papel do legislativo, sua legitimidade e seu poder de decisão na democracia.

A relevância do BB mobiliza nossa energia e a palavra BRASIL significa muito para todos nós, sobretudo, responsabilidade e cuidado com nossas riquezas e com nosso destino de país.”

Fonte: Agência ANABB