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Banco do Brasil

BB se posiciona sobre indicação de conselheiros

Resposta à CVM é sobre possível conflito de interesse dos executivos


Em 17.04.2019 às 18:16 Compartilhe:

O Banco do Brasil emitiu comunicado ao mercado, em resposta aos questionamentos da Comissão de Valores Econômicos (CVM), sobre a indicação de Luiz Fernando Figueiredo, sócio e CEO da Mauá Capital, para compor o conselho de administração do banco; bem como da indicação de outros nomes para o colegiado e para o conselho fiscal.

A CVM havia indicado que Guilherme Horn, Marcelo Serfaty, Beny Parnes e Mauricio Graccho de Severiano Cardoso também exerceram nos últimos cinco anos atividades relacionadas à gestão de recursos de terceiros. De acordo com o órgão, as indicações tiveram o mesmo exame da nomeação de Figueiredo.

Horn é fundador da Órama e atuou como CEO até junho de 2014. Serfaty é sócio-fundador da área de private equity da G5 Partners. Parnes é sócio e diretor da SPX Capital. Cardoso - que foi indicado para o conselho fiscal do BB - foi diretor operacional do BNY Mellon no Brasil e sócio da M&VC Consultoria Econômica e Fiscal até 2014.

Sobre esses apontamentos o BB respondeu que todas as indicações para os órgãos da administração, conselho fiscal e os órgãos estatutários de assessoramento técnico ao conselho de administração submetem-se ao mesmo procedimento de verificação do preenchimento dos requisitos e da ausência de vedações para as respectivas eleições. Para os conselhos de administração e fiscal verifica-se também eventuais vedações e impedimentos com base na legislação vigente.

O BB se posicionou também que “ainda que inexista qualquer vedação legal ou estatutária, avalia-se, também, potenciais situações de conflito de interesses no exercício do cargo (na hipótese de efetiva eleição), apresentando-se recomendações à atuação do conselheiro de administração investido no cargo". O banco ressalta que não existe diferenciação de tratamento a depender da origem da indicação, seja do acionista controlador, minoritários ou empregados.

Segundo o BB, os nomes questionados pela CVM estão sendo avaliados pelo comitê de remuneração e elegibilidade (Corem) e as avaliações serão divulgadas "a tempo e modo". O Corem já tinha aprovado a nomeação de Figueiredo, mas recomendou consulta à Comissão de Ética Pública (CEP) e à CVM, "cabendo ao órgão indicante avaliar soberanamente a conveniência e a oportunidade de tais consultas".
 

Fonte: Agência ANABB, com informações do Valor Econômico