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Resumo da semana

Retrospectiva, fatos e acontecimentos da semana: de 17 a 21/09/2018

Leia a síntese retrospectiva dos fatos mais relevantes da semana


Em 24.09.2018 às 13:24 Compartilhe:

Síntese retrospectiva dos fatos mais relevantes da semana ordenados em tópicos sobre eventos ocorridos nos Poderes e nos cenários político, socioeconômico e mundial. 


Poder Judiciário
 

Renan Calheiros é absolvido pelo Supremo em acusação de peculato
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, absolver o senador Renan Calheiros (MDB/AL) da acusação de peculato, aberta a partir do caso Mônica Veloso, cuja origem remonta o ano de 2007, quando o político foi alvo de acusações acerca de uma empreiteira que supostamente pagava a pensão da sua filha com a jornalista. 

Ministro Barroso prorroga inquérito dos portos
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, prorrogou a investigação sobre o presidente Michel Temer ligada ao setor portuário. O magistrado atendeu ao pedido da Polícia Federal e deu mais 15 dias para os investigadores o encerramento do inquérito e apresentação de um relatório conclusivo sobre o caso. Essa é a quarta prorrogação do inquérito, que investiga se um decreto editado por Temer teria por objetivo beneficiar empresas que atuam no porto de Santos (SP). O prazo, concedido mediante concordância da Procuradoria Geral da República (PGR), vence na semana que vem, já que o protocolo da PF data do dia 10 de setembro, com a justificativa de que os policiais precisariam de mais tempo para tomar dois depoimentos solicitados pela defesa do presidente. O Palácio do Planalto não comentou a decisão do ministro.

Caixa terá que pagar diferença do Plano Collor sobre saldo do FGTS, decide Supremo
O plenário do STF rejeitou o Recurso Extraordinário (RE) 611503, da Caixa Econômica Federal (CEF), em contestação ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, que determinou à Caixa o pagamento de diferenças de correção monetária sobre saldos de contas vinculadas ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), em decorrência da aplicação de planos econômicos. Com isso, o banco público deverá pagar as diferenças de correção monetária do Plano Collor II, de 1991, sobre os saldos das contas do FGTS. O processo do STF não traz nenhuma estimativa de impacto para a Caixa e nem quantas pessoas poderiam ser beneficiadas.

Cenário Político
 

Bolsonaro lidera seguido de Haddad, segundo pesquisa MDA
O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) lidera a disputa ao Palácio do Planalto com 28,2% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Em seguida aparecem os candidatos Fernando Haddad (PT) com 17,6%; Ciro Gomes (PDT) com 10,8%; Geraldo Alckmin (PSDB) 6,1% e Marina Silva (Rede) 4,1%. Os demais candidatos, juntos, somam 7,5% das intenções de voto. Brancos e Nulos são 13,4% e 12,3% dos eleitores afirmaram estar indecisos. O levantamento trouxe, também, dez cenários de segundo turno, entre os quais, o candidato líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro, só é derrotado pelo candidato Ciro Gomes. Quanto à rejeição, a candidata Marina Silva lidera com 57,5%, seguida pelos candidatos Geraldo Alckmin, com 53,4%, Jair Bolsonaro, com 51%, Henrique Meirelles (MDB), com 49%, Fernando Haddad, com 47,1%; Ciro Gomes, com 38,1%, João Amoêdo (NOVO) 34,5% e Alvaro Dias (Pode) com 32,2%.

Pesquisa Ibope aponta liderança de Bolsonaro e avanço de Haddad
O candidato Jair Bolsonaro lidera a disputa presidencial de acordo com o Ibope. O candidato do PSL tem 28% das intenções de voto, seguido de Fernando Haddad, com 19%; Ciro Gomes, com 11%, Geraldo Alckmin 7% e Marina Silva, 6%. Juntos, os demais candidatos têm 7%. Brancos e Nulos somam 14% e o índice de eleitores que não souberam ou não opinaram é de 7%. O Ibope também mediu a rejeição dos candidatos, e os resultados foram esses: Jair Bolsonaro 42%, Fernando Haddad 29%, Marina Silva 26%, Geraldo Alckmin 20%, Ciro Gomes 19%, Henrique Meirelles 12%, Cabo Daciolo (PATRI) 11%, José Maria Eymael (DC) 11%, Guilherme Boulos (PSOL) 10%, Alvaro Dias 10%, Vera Lúcia (PSTU) 9%, João Amoêdo 8%, João Goulart Filho (PPL) 8%. Os eleitores que não rejeitam nenhum dos candidatos fecham em 2%. Outros 9% não souberam ou não quiseram responder. Nos quatro cenários de segundo turno apresentados, o candidato Jair Bolsonaro só é derrotado por Ciro Gomes, e aparece numericamente empatado com o candidato do PT, Fernando Haddad, e com o tucano Geraldo Alckmin. Bolsonaro vence a candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva.

Ibope: Aprovação do Governo Temer é de 4%
O Instituto Ibope realizou um levantamento sobre a avaliação do governo do presidente Michel Temer, onde apenas 4% dos entrevistados consideraram o governo ótimo ou bom; 16% regular; 78% ruim ou péssimo; e 2% não souberam ou não quiseram responder. Sobre a maneira de governar do presidente, 90% dos entrevistados disseram reprová-la, e 6% aprovam a condução do país. 4% não souberam ou preferiram não opinar.

Bolsonaro lidera no Datafolha, seguido por Fernando Haddad
O Instituto Datafolha divulgou o resultado referente ao mais recente levantamento sobre as intenções de voto para a sucessão presidencial. A pesquisa indicou liderança do candidato Jair Bolsonaro, que tem 28% das intenções de voto, seguido de Fernando Haddad, com 16%; Ciro Gomes, 13%; Geraldo Alckmin, 9%; e Marina Silva 7%. Os demais candidatos somam 10%. Os eleitores que admitiram o voto branco ou nulo são 12%. Outros 5% não souberam, ou preferiram não opinar. O Datafolha também aferiu a rejeição dos eleitores aos candidatos, e obteve o seguinte resultado: Jair Bolsonaro 43%, Marina Silva 32%, Fernando Haddad 29%, Geraldo Alckmin 24%, Ciro Gomes 22%, Vera Lúcia e Cabo Daciolo 19%, Guilherme Boulos 18%, José Maria Eymael e Henrique Meirelles 17%, João Goulart Filho, Alvaro Dias e João Amoêdo 15%. O número de eleitores que rejeita todos os candidatos é de 4%, e daqueles que não rejeitam nenhum, 2%. Outros 5% não souberam responder. Nos cenários de segundo turno, apenas o candidato Ciro Gomes derrota todos os demais adversários. E na disputa entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, os candidatos aparecem numericamente empatados.

Cenário Socioeconômico
 

Economia brasileira cresce 0,57% em julho
O nível de atividade da economia brasileira registrou expansão em julho, mês que marca o início do terceiro trimestre, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) o índice apontou crescimento de 0,57% em julho, comparado com o mês anterior. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes). No acumulado em 12 meses até julho, o IBC-Br registrou crescimento de 1,46%. Quando comparado a julho de 2017, a expansão é de 2,56%, sem o ajuste da sazonalidade.

Balança comercial sem superávit de ultrapassa US$ 40 bilhões
De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 40,038 bilhões na parcial de 2018. O resultado, porém, é 19,2% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo das exportações brasileiras foi de US$ 49,579 bilhões. No acumulado deste ano, o índice da balança comercial soma US$ 168,439 bilhões, com média diária de US$ 946 milhões, o que representa avanço de 8,7% sobre o mesmo período do ano passado. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 128,400 bilhões, US$ 721 milhões por dia útil, um aumento de 23,5% em relação ao mesmo período de 2017.

Intenção de investimento da indústria cai ao menor nível em um ano
De acordo com aferição do Instituto Brasileiro de Economia, órgão ligado à Fundação Getulio Vargas (FGV), a intenção de investimentos da indústria no Brasil voltou a cair no terceiro trimestre e atingiu 113,0 pontos, com redução de 3,1 pontos sobre os três meses anteriores. O número representa o nível mais baixo em um ano, quando o índice obteve 105,1 pontos no terceiro trimestre do ano passado. Segundo a FGV, a queda se deve ao quadro de incertezas e fraco crescimento econômico. 

FGV: Economia cresce 0,4% em julho
A economia brasileira registrou crescimento de 0,4% em julho na comparação com junho, segundo dados do Monitor do PIB-FGV. Na comparação com julho do ano passado, a alta foi de 2,2%. Já na variação trimestral móvel, que contempla o período entre maio e julho, entretanto, a economia apresentou retração de 0,5%.
 
Copom mantém taxa básica de juros em 6,5%
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu manter, pela quarta vez consecutiva, a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano. Este é o menor patamar da Selic desde o início do regime de metas para a inflação, em 1999. A expectativa dos analistas é que a taxa não seja alterada até o fim deste ano e que, em 2019, seja elevada gradualmente até alcançar 8% ao ano. Diferentemente dos comunicados anteriores, o texto indica a possibilidade de elevação dos juros caso haja a possibilidade de aumento da inflação “no horizonte relevante para a política monetária”.

Inflação tem prévia de 0,09% em setembro, diz IBGE
O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,09% em setembro, com forte recuo dos preços de alimentos compensando alta da energia elétrica, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o instituto, essa foi a menor taxa para um mês de setembro desde 2006, quando o índice foi de 0,05%, e a menor variação mensal deste ano. A variação acumulada no ano ficou em 3,23%. Já a taxa acumulada nos últimos 12 meses ficou em 4,28%, ligeiramente abaixo dos 4,30% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2017, a taxa foi de 0,11%.

Arrecadação do Governo Federal soma R$ 109 bilhões
De acordo com a Secretaria da Receita Federal, a arrecadação com impostos, contribuições e demais receitas teve crescimento real (acima da inflação) de 1,08% em agosto deste ano e atingiu R$ 109,751 bilhões. Trata-se do maior valor para o mês de agosto em quatro anos. De acordo com a Receita Federal, o mês de agosto também foi o décimo mês consecutivo em que a arrecadação federal teve crescimento real frente ao mesmo período do ano anterior. O principal responsável pelo recorde arrecadatório são os royalities do petróleo, que se valorizaram junto ao preço do produto no mercado internacional.

Brasil gerou mais de 100 mil empregos em agosto, diz Caged
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes ao mês de agosto, foram criados 110,4 mil empregos formais em todo o país. Os resultados do órgão ligado ao ministério do Trabalho (MTb) mostram, ainda, que entre janeiro e agosto o número total de empregos formais criados foi de 568.551 em todo o Brasil. O número supera estimativas de especialistas e é o melhor índice para o mês nos últimos quatro anos. Em julho, dados do MTb indicaram abertura de 47,3 mil vagas, o melhor resultado para o período em seis anos.
 
 

Fonte: Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical