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Banco do Brasil

Câmara dos Deputados discute reestruturação dos bancos públicos

Comissão geral discute os impactos da reestruturação dos bancos públicos na economia brasileira


Em 05.12.2017 às 10:13 Compartilhe:

A ANABB participou, na manhã desta terça-feira, 05/12, na Câmara dos Deputados, de uma Comissão Geral que discutiu os impactos da reestruturação dos bancos públicos na economia brasileira. A comissão foi realizada no Plenário Ulysses Guimarães e contou com a presença de representantes de entidades ligadas aos bancos públicos.

A ANABB foi representada por seu presidente, Reinaldo Fujimoto, pelo vice-presidente de Relações Funcionais, Haroldo do Rosário Vieira, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais, João Botelho. A mesa foi composta por Fuji, o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA); a deputada Erika Kokay (PT-DF); Jair Pedro Ferreira, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae); e Rita Josina Feitosa da Silva, presidente da Associação dos Funcionários do Bando do Nordeste do Brasil (AFBNB).

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), que foi um dos autores do requerimento para realização do debate, disse que a questão central da comissão é discutir a defesa da soberania nacional. Para ele, é preciso discutir como os bancos públicos podem ajudar na recuperação da economia e no investimento de que o Brasil tanto necessita. “Tratar de banco público significa tratar de interesse nacional. Se não tivermos essa consciência haverá um desmonte das instituições bancárias públicas do país”.

Reinado Fujimoto disse que “há um verdadeiro retrocesso, um desmonte nos bancos públicos. É preciso que façamos a defesa e saibamos a quem interessa esse desmonte. Todas as categorias de trabalhadores devem se envolver nessa causa”.

O BB detém a maior parte do crédito disponível no mercado para o agronegócio. Em 2017, o Banco teve 60,1% de participação nos financiamentos destinados ao setor, cerca de R$ 180,3 bi. Valor que representa 28% da carteira de crédito do BB (dados de setembro/2017). Quem irá ocupar esse espaço? Os bancos privados?

O presidente da ANABB completou reforçando que “ao contrário do que pretende e buscam os trabalhadores brasileiros, condição digna de vida, acesso a assistência à saúde quando necessário, acesso à educação, acesso à moradia, o governo busca correr contra o relógio para fazer reformas que possam apenas aumentar os lucros privados na economia brasileira. A reforma da previdência não visa garantir direitos iguais e perenes para todos os brasileiros. Busca garantir mais caixa para pagamento de privilégios para os setores que sustentarem o processo.

A deputa Erika Kokay lembrou que os bancos privados não têm interesse no crédito de longo prazo. 90% dos créditos estão nos bancos públicos. “Ter uma casa é ter cidadania”, lembrou a deputada ao falar do papel da Caixa Econômica Federal. E ela ainda questionou qual a função social dos bancos privados para o país. “São os bancos públicos que dão incentivo ao agricultor familiar e para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou.

Jair Pedro Ferreira, por sua vez, disse que a sociedade precisa de mecanismos de desenvolvimento. “Defender os bancos públicos é defender cada trabalhador de ter a oportunidade de fazer o seu financiamento a longo prazo”, comentou. Jair ainda falou que são os bancos públicos que atendem a toda a população e que defendê-los é defender a soberania nacional.

“A essência do banco público de fazer o desenvolvimento acontecer parece que está com os dias contados”, disse Rita Josina. Para ela, a lógica que aí está prejudica os trabalhadores. “Os bancos públicos estão passando por uma série de ataques com grandes impactos em sua forma de atuar. Os bancos públicos devem ser vistos como um patrimônio da sociedade”, comentou Rita.

O deputado Pompeo de Matos (PDT/RS) também teve a oportunidade de se pronunciar. Ele disse que “o grande patrimônio do Banco do Brasil são os seus funcionários capacitados, que fazem um banco que gera desenvolvimento no nosso país”. Para ele, a verdadeira joia dos bancos públicos são os seus funcionários. Ele ainda disse que não é fechando agências ou demitindo funcionários que se vai solucionar a situação financeira do país. “É preciso valorizar as instituições e respeitar os servidores”, concluiu.

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Fonte: Agência ANABB