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Assuntos diversos

Saldo do FGTS pode ser utilizado em operações de Consórcio Imobiliário

É possível ofertar lance, para aquisição de imóvel, e amortizar saldo devedor, para quem já foi contemplado


Em 10.10.2017 às 17:48 Compartilhe:

O trabalhador que possui saldo da conta ativa de FGTS pode utilizá-lo em operações de Consórcio Imobiliário, em quatro situações distintas: oferta de lance para obtenção de carta de crédito; complementação da carta de crédito; no pagamento de parte das prestações; e na amortização ou liquidação de saldo devedor. Confira os detalhes de cada modalidade:

1 - Oferta de lance: pode usar até 100% do saldo de sua conta do FGTS para ofertar um lance. Neste caso é necessário que o consorciado apresente seu extrato do Fundo de Garantia à administradora;

2 - Complementação da carta de crédito: se, por exemplo, um consorciado possuir um consórcio cuja carta de crédito for de R$ 110 mil e desejar adquirir um imóvel no valor de R$ 140 mil, poderá sacar R$ 30 mil de sua conta do FGTS para complementar seu crédito;

3 - Pagamento de parte das prestações: nesse caso, o valor debitado da conta vinculada ao FGTS pode abater até 80% do valor total da parcela. E o consorciado que estiver com prestações em atraso pode utilizar o FGTS para pagar parte das prestações, desde que tenha, no máximo, três prestações em atraso. Vale lembrar que só é possível abater parte das prestações depois que o consorciado for contemplado;

4 - Amortização extraordinária ou liquidação de saldo devedor: é possível usar recursos da conta vinculada ao FGTS para pagar parte do saldo devedor (amortização extraordinária) ou liquidar toda a dívida, desde que o consorciado já tenha sido contemplado e adquirido o imóvel. Assim, se um consorciado tiver um saldo devedor de R$ 50 mil, por exemplo, poderá pagar parte dessa dívida, usando R$ 30 mil com recursos do FGTS (amortização extraordinária), restando um saldo devedor de R$ 20 mil. Ou, se desejar, poderá liquidar todo o saldo devedor, usando R$ 50 mil com recursos do FGTS, quitando toda a dívida.

Vale ressaltar que as modalidades exigem a comprovação de três anos do trabalhador no regime do FGTS; a necessidade da cota do consórcio estar no nome do trabalhador titular do FGTS, dentre outros requisitos. Confira mais detalhes no hotsite do FGTS do trabalhador da Caixa Econômica Federal.

Fonte: Agência ANABB