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Cassi

Primeiro painel: Autogestões e Resoluções CGPAR - Impactos e Riscos

Participaram do painel representantes da Caixa Econômica Federal, da Cassi e do Instituto Coalizão Saúde


Em 15.09.2017 às 15:13 Compartilhe:

O primeiro painel do seminário apresentou os impactos e riscos das resoluções CGPAR para as autogestões. A mediação do painel entre os debatedores e expositores foi realizada pelo conselheiro deliberativo da ANABB, Fernando Amaral, que ressaltou a delicadeza do assunto para as instituições de autogestão.

A representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal e coordenadora do Comitê de Defesa das Empresas Públicas, Maria Rita Serrano, foi a expositora do painel e ressaltou as preocupações da categoria e as angústias dos funcionários públicos das estatais, com o constante risco de privatização. "Nós funcionários de estatais, em especial Caixa Econômica e Banco do Brasil, temos que estar atentos. Toda essa reestruturação que o BB passou não é aleatória, temos que nos preocupar que bancos públicos queremos. Estamos estudando as implicações da CGPAR e da Lei nº 13.313, que determina mudanças nos estatutos das entidades, as alterações com certeza, impactaram nos trabalhadores das empresas estatais", disse Maria Rita Serrano.

O diretor de Planos de Saúde da Cassi, Humberto Almeida, ressaltou o cenário atual de saúde do país e das entidades de autogestão. "Diversos princípios da autogestão serão rompidos com as resoluções CGPAR. Na Cassi, além de impactar na paridade entre o Banco do Brasil e os funcionários do BB, teremos uma redução de vidas atendidas. Temos que concentrar nossas forças, com todas as entidades de autogestão  e fazer um debate constante e forte junto aos legisladores para todas essas discussões gerem frutos sólidos. Hoje, as autogestões são modelos de saúde popular, onde atendemos o país inteiro, dentro de um processo inclusivo", destacou o diretor da Cassi.

O professor-doutor e sanitarista da Universidade de Brasília (UnB) Heleno Rodrigues Correa participou das discussões do painel e ressaltou que os trabalhadores, as autogestões e a classe média brasileira serão os públicos atingidos pelas resoluções.

A presidente do Instituto Coalizão Saúde, Denise Eloí, enfatizou que o principal desafio do momento será garantir que os direitos já adquiridos não sejam subtraídos da sociedade. "A luta é de vencedores quando entendemos que ela é coletiva, precisamos que todo o sistema de autogestão entenda a necessidade dessa autodefesa. Precisamos trazer segurança para o sistema de autogestão como um todo, através de leis que nos assegure e ao mesmo tempo precisamos garantir o custeio do setor", afirmou Denise Eloi.

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Maria Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da CEF e coordenadora do Comitê de Defesa das Empresas Públicas
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Fonte: Agência ANABB