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Banco do Brasil

Reestruturação do BB: ANABB participa de última audiência de mediação no MPT

A pauta da audiência foi direcionada para as respostas do BB a uma série de questionamentos solicitados em encontros anteriores


Em 24.07.2017 às 10:53 Compartilhe:

A ANABB esteve presente na última audiência de mediação promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) entre os representantes do Banco do Brasil e as entidades representativas dos funcionários do BB, realizada no dia 20 de julho, na Procuradoria-Geral do Trabalho, em Brasília/DF. Durante a audiência os representantes do Banco afirmaram que 2.300 bancários ainda não foram realocados após o processo de reestruturação da instituição financeira.

A pauta da audiência foi direcionada para as respostas do BB a uma série de questionamentos solicitados em encontros anteriores. Entre os pontos estavam a apresentação de uma resposta definitiva do BB quanto à manutenção da Vantagem de Caráter Pessoal (VCP) por prazo indeterminado ou por um prazo de 12 meses para aqueles que tiveram perdas com a reestruturação. Em resposta sobre este ponto os representantes do BB reafirmaram a posição da não manutenção do VCP. A verba já não é paga aos descomissionados desde o mês de junho de 2017.

Os representantes dos sindicatos também questionaram a falta de prioridade dos funcionários descomissionados em novas vagas que estão surgindo no banco. Durante a discussão foi repassado ao banco uma lista de funcionários que foram comissionados no lugar daqueles que tinham prioridade. O Banco afirmou que checará as nomeações, pois os funcionários que perderam suas funções têm preferência nas vagas em aberto.

Outro ponto debatido foi da possibilidade de o adiantamento salarial (PAS) para eventos extraordinários ser concedido ao bancário descomissionado independentemente de haver dívida do trabalhador com a instituição. O Banco afirmou que não é possível alterar as regras para a concessão dessa modalidade de adiantamento salarial, pois, entre os critérios para concessão, é preciso comprovar o comprometimento da renda salarial com de 30% do seu salário com dívidas, inclusive dívidas com o banco descontadas em folha de pagamento.

Para a procuradora Ana Cristina D.B.F. Tostes Ribeiro, o BB não pensou nos funcionários ao fazer a reestruturação “(…) se o propósito fosse beneficiar o trabalhador, ele [o Banco] não se preocuparia se esse trabalhador tinha dívida com o banco ou não. Ele ia dizer: é um processo de reestruturação, o trabalhador teve perdas graves e diante disso vou adiantar esse salário para o trabalhador. Se o banco libera o adiantamento só para quem tem dívida é porque ele simplesmente tem interesse em receber aquela dívida. Se não fosse isso, qual é o motivo de dizer que só vai conceder dentro desses critérios, se o motivo fosse outro? Então, que atenda todos os que sofreram perda com a reestruturação…pode não ter sido essa a intenção do Banco, mas foi isso o que aconteceu”, disse a procuradora.

Com o encerramento das audiências de mediação e a falta de acordo com o BB em vários pontos levantados durante as discussões, a recomendação do MPT já proposta em outros encontros, é que os sindicatos tentem através da justiça a garantia do direito dos bancários atingidos com a reestruturação.

Fonte: Agência ANABB