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O presidente da Previ, Gueitiro Genso, responde às perguntas formuladas pela ANABB sobre o Acordo Vale

Segundo a Previ, o acordo vai garantir maior liquidez


Em 22.02.2017 às 10:17 Compartilhe:

O presidente da Previ, Gueitiro Genso, responde às perguntas formuladas pela ANABB sobre o Acordo Vale.
 

1. Que impactos e ganhos para a Previ traz o novo acordo em relação ao investimento na Vale?

Antes de falar sobre o novo acordo, acho importante destacar que a nossa participação no Acordo de Acionistas que está se encerrando trouxe diversos benefícios para a Previ, pois nos permitiu presença ativa na gestão da Companhia, desde o investimento inicial ocorrido no leilão de privatização em 1997, até hoje. Não há dúvidas que essa atuação da Previ na Governança da Companhia, com toda experiência que possui no tema, contribuiu para que a Vale se transformasse na potência que é hoje.

Ao longo desses anos, esse trabalho de crescente aprimoramento em sua gestão e em seus negócios, refletiu-se em valorização da companhia, o que trouxe expressivos retornos para a Previ e, consequentemente, para o conjunto de associados.

Neste sentido, é importante lembrar que os retornos do ativo Vale contribuíram de forma significativa para os sucessivos superávits que o Plano 1 experimentou, tendo influência direta nos resultados que permitiram aos nossos participantes ficarem durante sete anos com as contribuições suspensas e, ainda, recebendo o Benefício Especial Temporário (BET), o que demonstra o acerto da estratégia desenvolvida.

Entretanto, considerando que o Plano 1 está atingindo sua maturidade, é natural que o foco da nossa gestão passe para a devida adequação de nossos investimentos às características do Plano. Assim, buscamos um novo desenho para o ativo Vale, de forma a capturarmos não somente os efeitos positivos decorrentes dessa gestão ativa como também conferir liquidez a esse investimento, para que possamos fazer frente aos compromissos previdenciários e cumprir com a nossa missão.

Por tais razões, desde o início das negociações para o novo acordo buscamos o objetivo de trazer liquidez para o investimento. O novo desenho, sem a Valepar, permite à Litel participar diretamente do capital da Vale e, de acordo com as necessidades de caixa e com o devido planejamento, poderemos transformar essa participação em dinheiro, para fazer frente aos compromissos atuariais no momento oportuno.

O ponto positivo é que, além de conseguirmos a liquidez desejada para o nosso investimento, vamos receber um prêmio de controle que pode chegar a 10% do valor da nossa participação quando da incorporação da Valepar à Vale, ou seja, ainda teremos um ganho significativo sobre o nosso investimento.

Considerando a necessidade de diversas aprovações nos órgãos competentes, ainda há uma necessária transição para a implantação das consequências que decorrem do Acordo, por isso a necessidade desse novo Acordo de três anos, especialmente para se conferir estabilidade à Companhia.  Por esta razão, ainda que mais da metade da participação da Litel fique desvinculada do Acordo de Acionistas da Vale e livre para negociação após o final do prazo de lock up, estimado para fevereiro de 2018, o restante da posição somente poderá ser livremente negociada a partir de novembro de 2020.

Cabe destacar que, embora as ações da Vale possuam bastante liquidez e um bom volume negociado, que tendem a se elevar ainda mais com a unificação das classes de ações ora a ser implementada,  isso não significa que iremos imediatamente liquidar o investimento, pois a Previ não passa por qualquer necessidade financeira e poderá aguardar as melhores oportunidades.  

O que de fato se altera é que, em linha com a tendência de liquidez crescente requerida pelo Plano 1, a Previ poderá, quando desejar e se entender oportuno, realizar vendas de sua posição, as quais ocorrerão sempre de forma coordenada e visando trazer o melhor retorno para o Plano e seus associados.

Um dos fatos mais importantes a ser destacado é a forma positiva como o mercado fez a leitura da operação, classificando o modelo negociado como extremamente positivo para todos os atores envolvidos. Com certeza, um caso de sucesso para a história da Previ.


2. Qual a participação da Previ no grupo Litel?

A Previ detém o controle do Grupo Litel, com participação de 80,62% de seu capital.
 

3. O que significa dizer que a participação da Litel estará desvinculada do Acordo Vale e livre para negociação até fevereiro de 2018?

Significa que no Novo Acordo de Acionistas negociado, apenas 10% das ações detidas pela Litel na Vale estarão vinculadas ao bloco de controle, podendo a Previ (acionista de Litel) dispor de mais da metade de seu investimento em Vale em condições de ser negociado livremente a partir de fevereiro de 2018.

É importante deixar claro que não necessariamente faremos qualquer movimentação de venda, pois a composição dos ativos do Plano 1 nos permite analisar com calma o mercado e somente realizar eventual alienação quando e se entendermos oportuno, no melhor interesse do Plano de Benefícios.
 

4. O novo acordo está alinhado ao Plano Estratégico da Previ?

Está totalmente alinhado ao objetivo estratégico de “Balanceamento da gestão de investimentos com necessidades do passivo do Plano 1”, na medida em que a transação proposta gera liquidez, com agregação de valor, para a Previ. Neste sentido, gostaria de destacar a importância de termos um Plano Estratégico robusto e que efetivamente orienta a gestão da entidade, o que acaba se desdobrando em ações como essa. Esse é um ponto que prezamos muito na gestão da Previ e acreditamos que além de trazer estabilidade faz com que todos os esforços sejam adequadamente direcionados.
 

5. Quais as principais diferenças e vantagens deste novo acordo em relação ao acordo anterior?

A Litel, junto com a Mitsui, Bradespar e BNDESPar, firmarão esse novo Acordo de Acionistas Vale, que terá duração de três anos, e vinculará somente 20% do total de ações ordinárias de emissão da Vale, ao invés da totalidade das ações, como no anterior. Ainda assim, os acionistas controladores terão influência na governança, pois as matérias mais relevantes da companhia ainda poderão ser deliberadas em Reunião Prévia de Acionistas.

Este Acordo introduz a obrigação dos acionistas em tomar todas as providências necessárias para a listagem efetiva da Vale no Novo Mercado da BM&FBOVESPA, tão logo seja possível.  Outra novidade também é inserir a Arbitragem como mecanismo de resolução de conflitos na Companhia.

Para a Previ o ponto fundamental é conferir liquidez para sua participação, mas também se mostram relevantes o prêmio de controle a ser obtido com a incorporação da Valepar – que pode chegar a 10% de nossa participação – bem como a potencial valorização do ativo em decorrência de toda essa operação. 

 

6. O que significa dizer que a companhia caminhará para adoção de um controle difuso? (A Vale passará a ser uma Corporation? O que é isso e qual a vantagem?)

A assinatura desse Novo Acordo de Acionistas Vale, com prazo de vigência de apenas três anos, serve para assegurar a transição da companhia de um modelo de controle concentrado para um de controle disperso. Apesar da existência de um acordo de acionista, a Vale não terá a figura de um controlador de direito, ou seja, com mais de 50% das ações ordinárias da companhia. 

Após o terceiro ano, com o término da vigência desse Novo Acordo, a Vale poderá se tornar uma Companhia de capital aberto com controle difuso, que é a chamada Corporation, isto é, uma companhia sem um grupo de acionistas definido que detenha e exerça, de forma consistente, o poder de controle da organização.

A fim de se assegurar que isso ocorra, o Novo Estatuto Social da Vale passará a prever uma cláusula que limita em 25% a participação permitida para um acionista ou grupo, que é a chamada pelo mercado de “cláusula protetiva de poison pill”.

A vantagem que essa estrutura assegura é maior liquidez das ações, na medida em que institui um mecanismo contra a concentração acionária e com isso confere maior segurança e estabilidade à administração independente da Companhia, que será eleita pela maioria dos Acionistas em Assembleia Geral.

Além disso, a Vale passará a ser listada no Novo Mercado da BM&F Bovespa, que é o ambiente que requer das Companhias a  adoção dos padrões mais elevados de governança e transparência com o mercado, o que torna o papel da Companhia ainda mais atraente e seguro para os investidores.

Com isso, é natural que as ações da Vale tenham uma valorização, o que já se refletiu no mercado nesses dias e é muito positivo para seus acionistas, como é o caso da Previ.

 

7. Qual a sua mensagem para os mais de 120 mil participantes do Plano 1 em relação ao novo acordo?

O Acordo é de importância fundamental para proporcionar maior liquidez a nossos investimentos, valorizar a nossa participação em Vale e, consequentemente, garantir os recursos líquidos necessários ao pagamento dos benefícios dos participantes. Portanto, estamos alinhados ao objetivo do Plano Estratégico da Previ para 2017-2021 ‘Balanceamento da gestão de investimentos com necessidades do passivo do Plano 1’. Solicitamos ainda que nossos associados se mantenham permanentemente informados acompanhando o site da Previ, onde estamos divulgando todas as informações sobre o Acordo e honrando nosso compromisso com a transparência na gestão dos recursos.

Fonte: Agência ANABB