× Modal
< Voltar


Previ

Previ cobra da Petrobras perdas na Sete Brasil

A Caixa de Previdência e outros fundos de pensão vão recorrer à Câmara de Arbitragem


Em 13.02.2017 às 15:58 Compartilhe:

A Previ e outros fundos de pensão que investiram na Sete Brasil, empresa construtora de sondas para a exploração do pré-sal, cobrarão da Petrobras os prejuízos que tiveram com o investimento devido ao esquema de corrupção que envolveu a petroleira. Segundo a reportagem do jornal Valor Econômico desta quinta-feira, 09/02, a Previ vai recorrer à Câmara de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil Canadá, assim como fez a Funcef, da Caixa Econômica Federal, e a Valia, dos funcionários da Vale.

O recurso dos fundos de pensão é previsto em contrato e as informações estão correndo em sigilo na câmara de arbitragem. Nos Estados Unidos, o fundo de investimento EIG Partners também propôs ação contra a Sete Brasil, junto à Corte Distrital de Columbia, onde requer U$ 300 milhões de indenização da Petrobras.

Como informa o Valor, o entendimento é que o resultado da cobrança vai depender do plano de recuperação judicial da Sete Brasil, que foi protocolado em agosto, após a crise do petróleo e os escândalos de corrupção. Esse plano exige um investimento adicional de U$ 5 bilhões, o que ainda não foi votado por falta de consenso entre os credores.

Vale destacar que os fundos têm participação na Sete por meio do FIP Sondas, dono de 95% da empresa. A Previ, por exemplo, investiu R$ 180 milhões na aquisição de uma participação de 9,9% da Sete Brasil. Esses investimentos foram investigados pela CPI dos Fundos de Pensão e a Previ tem afirmado que sua atuação foi destacada nessa comissão como exemplo na decisão de não participar do aumento de capital, diluindo sua fatia para 2,3%.

A Sete Brasil, que foi alvo da CPI dos Fundos de Pensão, também está envolvida em escândalos de corrupção no Brasil, como é o caso das operações Lava Jato e Greenfield, referente aos fundos de pensão. Procuradores disseram que o plano para montar a Sete Brasil serviu como uma extensão do esquema de propinas da Petrobras.

Clique aqui para acessar a matéria completa do jornal Valor Econômico

Fonte: Agência ANABB com informações do Valor Econômico