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Banco do Brasil

Campanha salarial: a greve dos bancários continua

Vale lembrar que, durante o período de greve, os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas não vencidas


Em 25.10.2016 às 14:40 Compartilhe:

A greve dos bancários chega ao 28º dia sem data de previsão de retorno ao trabalho. Na sexta-feira, 30/9, haviam 13.358 agências paralisadas em todo o país. A última proposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi feita no dia 28/9, e manteve os 7% de reajuste nos salários e abono de R$ 3,5 mil, em 2016, e reposição da inflação, mais 0,5% de aumento real em 2017. Mais uma vez, a proposta foi rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários.

A atual greve já superou em muito os 21 dias da que foi realizada em 2015. De acordo com a Contraf-CUT, a greve mais longa dos bancários foi a de 1951 que durou 69 dias. Já a mais longa dos últimos anos foi a de 2004, que durou 30 dias.

Segundo a Fenaban, a proposta para 2016 garante aumento real para os rendimentos da grande maioria dos bancários. Já os sindicatos alegam que a oferta não cobre a inflação do período e representa uma perda de 2,39% para os bancários. A reivindicação da categoria é a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de melhores condições de trabalho.

O Comando Nacional dos Bancários informou que continua à disposição da Fenaban para que haja uma proposta que possibilite uma solução sem perdas para a categoria. Segundo o Comando, a atual greve já entrou para a história com o maior número de agências com as atividades paralisadas. Nesta segunda, 3/10, os sindicatos realizarão assembleias para debater e organizar os rumos do movimento.

Vale lembrar que, durante o período de greve, os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas não vencidas, saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais. Há também possibilidade de pagamento de contas, sacar dinheiro e fazer depósitos nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados). 

Fonte: Contraf-CUT / G1