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Resumo da semana

Semana agitada, apesar do recesso branco do Congresso Nacional

Greves dos servidores federais, julgamento do mensalão e CPI do Cachoeira agitam a cidade


Em 17.08.2012 às 00:00 Compartilhe:

 

Brasília teve uma semana agitada, de um lado com greves e manifestações de servidores e, de outro, com o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, anuncio de medidas no Poder Executivo. No Congresso, funcionou apenas a CPMI do Cachoeira.

 

A praça dos três poderes foi tomada por manifestantes todos os dias, com pouca gente pedindo rigor no julgamento do mensalão e muita gente em greve, exigindo do governo federal o atendimento de suas reivindicações salariais.

Há servidores sem negociação salarial há sete anos, caso do Judiciário e do Ministério Público, e outros há quatro anos, caso das carreiras exclusiva do Estado do Poder Executivo, como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ciclo de gestão, o pessoal do Banco central e agência reguladoras, entre outras.

No Poder Judiciário, com sessões de julgamentos diários no Supremo Tribunal Federal  e no Tribunal Superior Eleitoral, as atenções se voltaram para as defesas e o inicio do voto do relator, ministro Joaquim Barbosa, em relação à Ação Penal 470, conhecida como mensalão.

A julgar pelo inicio da leitura do voto do relator, a tendência é de pedido de grandes penas. Joaquim Barbosa defendeu a condenação de João Paulo, deputado e candidato a prefeito de Osasco (PT), pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro e para Marcos Valério, o principal operador do mensalão, o enquadramento nos crimes de corrupção ativa e peculato. Não tratou ainda do tamanho e da soma das penas.

No Poder Executivo, a presidente Dilma anunciou o que a Revista Veja chamou de choque de capitalismo, com a divulgação da concessão para o setor privado de estradas e linhas férreas, prometendo para os próximos dias o anúncio de concessões de portos, aeroportos e energia elétrica.

Entre um esforço concentrado e outro, que terá inicio na semana de 20 a 24, o Congresso ficou praticamente paralisado, com funcionamento apenas da CPMI do Cachoeiro, que continuou analisando documentos e ouvindo depoimentos. O julgamento do mensalão, na prática, retirou o foco da CPMI, que vinha dominando o noticiário.

Ao longo do mês de agosto e setembro as “privatizações” do governo Dilma e o julgamento do mensalão, além da eleição municipal, serão o centro das atenções no noticiário política. A CPMI perde espaço nessa disputa por manchetes.

Fonte: Agência ANABB