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Previ

Presidente da Previ presta depoimento na CPI dos fundos de pensão

O vice-presidente de Relações Institucionais, João Botelho, ressaltou a importância de a ANABB estar presente nesse momento


Em 23.03.2016 às 00:00 Compartilhe:


O presidente da Previ, Gueitiro Matsuo Genso, prestou depoimento terça-feira (22/3), na Comissão  Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Esta é a segunda vez que Gueitiro é convocado pela Comissão. O vice-presidente de Relações Institucionais da ANABB, João Botelho, acompanhou o depoimento. Botelho ressaltou a importância de a ANABB estar presente nesse momento, representando os associados.

Vale lembrar que a CPI é destinada a investigar indícios de aplicações incorretas dos recursos e de manipulação na gestão de fundos de Entidades Fechadas de Previdência Complementar de funcionários de estatais, ocorridas entre 2003 e 2015, e que causaram prejuízos aos seus participantes.

Durante seu depoimento, Gueitiro apresentou aos parlamentares o resultado deficitário de 2015 da Caixa de Previdência e respondeu ainda aos questionamentos dos deputados sobre os investimentos da Previ. 
 
Questionado sobre o fim do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre Previc, Banco do Brasil e Previ e sobre a implementação de Teto dos Estatutários, o presidente da Previ informou que o Conselho Deliberativo da Caixa de Previdência aguarda um parecer jurídico externo para avaliar a possível implementação do teto, fato este que só deve ocorrer no segundo semestre de 2016.

Em relação ao recebimento de bônus, Gueitiro afirmou que a forma de recebimento de bonificação com base na distribuição de lucros não existe, mas enfatizou que os funcionários do BB cedidos à Previ recebem remuneração variável que vai até seis salários como forma de incentivar a vinda de profissionais mais bem qualificados para a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil.

Gueitiro respondeu sobre a Sete Brasil, dizendo que é um dos exemplos do bom funcionamento da governança da Previ. A Caixa de Previdência, indo de encontro ao mercado, reduziu a sua participação, enquanto a maioria dos fundos aumentou as suas. Segundo ele, esse é "o resultado do trabalho técnico realizado que olha para os próximos sete anos do fundo, avaliando o que tem que desinvestir, que ativos devem investir, sempre considerando o mix ideal para sua rentabilidade".

A boa governança da Previ também foi elogiada pelo relator da comissão, deputadp Sérgio Souza (PMDB/PR), ao afirmar que os problemas encontrados em outros fundos de pensão não foram encontrados na Previ. “Podemos inclusive aproveitar a expertise da Previ para recuperar os outros fundos, porque quando um deles perde dinheiro, uma parte disso sai dos nossos impostos, é dinheiro público”.

Quanto à Invepar, Gueitiro explicou que, mesmo em período de crise, os investimentos continuam dando retorno, como é o caso do metrô do Rio de Janeiro. “Temos alguns que estão com boa geração de fluxo de caixa, como o Metrô Rio e alguns que são mais baixos como do Aeroporto de Guarulhos. É um investimento bem gerido, porque recebe as tarifas corrigidas pela inflação e continua projetando, mesmo com o atual cenário econômico, uma rentabilidade de 2 dígitos e acima da meta atuarial”.

Confira a seguir os principais pontos da apresentação de Gueitiro na CPI. O presidente da Previ informou que os dados apresentados constam no balanço da entidade, que foi aprovado pelo Conselho Deliberativo e teve o crivo da Auditoria Independente.

• A partir de 2005/2006 em função dos superávits obtidos possibilitou vários benefícios, tais como: redução da taxa de juros, redução da contribuição, suspensão da contribuição, redução da taxa de juros de empréstimos de financiamentos imobiliários, aumento do benefício em relação ao salário de participação (de 75% e passou para 90%), beneficio renda certa e o BET, este último no montante de R$ 15 bi, para participantes e patrocinadores.

• Nesse período, houve distribuição de cerca de R$ 25 bilhões. É possível que se não hovesse a distribuição a Previ estaria em superávit.

• Importância da alteração na CGPC 26, aumentando o prazo para equacionamento do déficit.

• Dos R$ 16 bi, somente R$ 2,9 bi terão que ser equacionados num período de 18 anos.

• Déficit se deu em grande parte por questões conjunturais da economia, impactando diretamente os investimentos em rendas variáveis.

• No dia do fechamento do balanço, a recuperação da Bolsa de valores já tinha possibilitado a recuperação de R$ 5 bilhões, demonstrando que a situação é conjuntural.

• Até dezembro/2016 discutirão a forma de equalização na diretoria e depois o conselho tem mais 60 dias para implementar a decisão.

• Participantes começarão a pagar a partir de março/2017.

• Solidez dos mecanismos de governança do fundo e que as decisões são sempre feitas dentro do colegiado, analisando os riscos inerentes de cada investimento.

A próxima reunião da CPI foi convocada para o dia 29 de março, quando será ouvido o depoimento do presidente da Funcef, Carlos Caser.

Clique aqui para visualizar o depoimento de Gueitiro na íntegra na CPI dos Fundos de Pensão

Fonte: Agência ANABB