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Assuntos diversos

Fenaban apresenta nova proposta aos bancários: 10% para salários e 14% para vales

Categoria reivindica reajuste de 16% com ganho real acima da inflação. O Comando pediu um tempo e negociação será retomada em breve


Em 21.10.2015 às 00:00 Compartilhe:


Matéria atualizada em 23/10 às 14h30

Reajuste de 10% para os salários, PLR e piso; 14% para os vales. Essa foi a proposta apresentada pela Federação Nacional do Bancos (Fenaban) na manhã desta sexta-feira (23), quando bancários de todo o Brasil chegaram ao 18º dia de greve. A proposta traz desconto dos dias parados ou compensação, à escolha do empregado. Segundo a Fenaban, foi rompida a resistência dos bancos, que tinham por objetivo reajuste abaixo da inflação.

O Comando de greve pediu um tempo. Negociação será retomada em breve.

Em reunião realizada nesta quarta-feira (21), em São Paulo, os bancários rejeitaram outra proposta da Fenaban de reajuste de 8,75%. Categoria reivindica reajuste de 16% sendo 5,7% de aumento real.

Na rodada de negociação da última terça-feira (20), a Fenaban apresentou proposta de 7,5% sem abono salarial. Nas negociações anteriores durante o mês de setembro, a Federação oferecia reajuste de 5,5% sobre todas as verbas salariais e abono de R$ 2,5 mil.

Uma nova rodada de negociação estava marcada para o dia (22), mas foi adiada pela Fenaban e por esta razão a reunião se realizou nesta sexta-feira (23).

A greve da categoria entrou no 18º dia com mais de 13 mil agências fechadas e 33 centros administrativos sem atividades. Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, e integrante do Grupo de Assessoramento Temático da ANABB, Eduardo Araújo, a mobilização tem que continuar, para demonstrar a unidade da categoria, e, com a força da greve, buscar mais uma vitória. 

Principais reivindicações da categoria:

  • Reajuste salarial de 16%. (Incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real).
  • PLR: 3 salários mais R$7.246,82.
  • Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
  • Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
  • Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
  • Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Com informações do Sindicato dos Bancários de Brasília