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Banco do Brasil

Bancários entram em greve a partir desta terça-feira

Sindicatos de todo o país realizaram assembleias e decidiram pela greve


Em 01.10.2015 às 00:00 Compartilhe:


O Sindicato dos Bancários de Brasília aprovou por unanimidade o início da greve da categoria para a próxima terça-feira (6/10). Sindicatos de todo o país realizam assembleias nesta quinta-feira (1/10) para decidir sobre a paralisação.  A orientação do Comando Nacional dos Bancários é para que seja rejeitada a contraproposta feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e aprovada a greve, se não houver melhoria na proposta apresentada pela Federação.

A Fenaban propôs um reajuste de 5,5% no salário, também na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e um abono de R$2.500,00. O reajuste está abaixo da inflação, que ficou em 9,88% em agosto deste ano.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, e integrante do Grupo de Assessoramento Temático da ANABB, Eduardo Araújo, a greve é uma resposta à altura do tratamento dispensado pelos banqueiros à categoria. “Retrocesso é a palavra que define a estratégia dos bancos de ressuscitar o abono, uma política de tentar ludibriar os funcionários com estes pagamentos, é um deboche a nossa inteligência, uma medida que foi e sempre será prejudicial aos trabalhadores e que vamos combater veementemente”, enfatiza o presidente do Sindicato.

O presidente da ANABB, Sergio Riede, lembra que sobre eventual abono concedido não incidem contribuições para a CASSI. “No momento em que se discute a busca do equilíbrio financeiro da Caixa de Assistência, é inaceitável que se ofereça aos bancários reajuste de pouco mais da metade da inflação anual, com a volta da política de abonos, de tão triste memória”, destacou Riede.

O Comando Nacional dos Bancários que representa os funcionários nas reuniões de negociações junto a Fenaban, enviou uma carta a Federação reforçando que está aberto a ouvir propostas que contemplem as reivindicações da categoria. Segundo Eduardo Araújo, na segunda serão realizadas assembleias com os bancários para organizar o movimento grevista, ou analisar uma nova proposta feita pelos banqueiros, caso seja apresentada.

Principais reivindicações da categoria:

  • Reajuste salarial de 16%. (Incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real).
  • PLR: 3 salários mais R$7.246,82.
  • Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
  • Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
  • Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
  • Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Agência ANABB