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ANABB

Conselho Fiscal rebate informações inverídicas sobre as contas da ANABB

Conselho Fiscal rebate informações inverídicas sobre as contas da ANABB


Em 31.08.2015 às 00:00 Compartilhe:

Em reunião de 11 de agosto de 2015, o Conselho Fiscal da ANABB, por unanimidade, solicitou à Diretoria Executiva que desse amplo conhecimento aos associados, órgãos da entidade e a quem mais pudesse interessar, que os conselheiros Denise Lopes Vianna, Tereza Cristina Godoy Moreira dos Santos, Willian José Alves Bento e Emílio Santiago Ribas Rodrigues, utilizaram e divulgaram informações inverídicas de um suposto déficit operacional da ANABB apontado pela auditoria independente Baker Tilly e pelo Conselho Fiscal.

A informação rebatida pelo Conselho Fiscal foi a que constou no processo nº. 2015.01.1.085945-9, da 16ª Cível de Brasília, fl. 11, em que os Srs. Emílio, William, Denise e Tereza dizem que “os Conselheiros que votaram contra a aprovação das contas, subsidiaram seus votos nas ressalvas feitas pelo Conselho Fiscal e pela Auditoria Externa, que apontaram déficit operacional”.

Ocorre que nem a auditoria externa Baker Tilly Brasil, nem o Conselho Fiscal, ressalvaram as contas da ANABB por déficit operacional.

A auditoria externa fez duas ressalvas às contas da ANABB. A primeira ressalva foi sobre o provisionamento do valor de R$ 15.146.000,00 (quinze milhões cento e quarenta e seis mil reais), determinados pelo próprio Conselho Deliberativo (inclusive com os votos favoráveis dos conselheiros Emílio, William e Denise), em razão da dúvida de alguns conselheiros quanto à propriedade desse recurso (se da ANABB ou da ex corretora, Just Life, de propriedade do ex-presidente da ANABB, Sr. Valmir Camilo). A segunda ressalva foi gerada pela omissão da COOP-ANABB, presidida pelo conselheiro Emílio Santiago Ribas Rodrigues, que não respondeu ao pedido de informações da auditoria externa.

O Conselho Fiscal da ANABB, por sua vez, ressalvou que a provisão dos 15 milhões de reais, determinada pelo Conselho Deliberativo, não deveria ter sido realizada, pois não guarda conformidade com o CPC 25, emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

Dessa forma, no fim das contas, a solução para esse impasse seria o Conselho Deliberativo seguir o parecer do Conselho Fiscal e desfazer a provisão de 15 milhões de reais aprovada com os votos dos conselheiros Emílio, William e Denise, e a COOP-ANABB, presidida pelo conselheiro Emílio Ribas, entregar os dados solicitados pela auditoria externa, uma vez que a ANABB é garantidora de volumosos recursos em alguns contratos da COOP-ANABB com o Banco do Brasil e precisa saber da saúde financeira daquela Cooperativa.

A propósito do mencionado “déficit operacional”, as demonstrações contábeis auditadas demonstram que, na verdade, a ANABB foi superavitária no ano de 2014 no importe de R$ 2.924.594,00 (dois milhões, novecentos e vinte e quatro mil quinhentos e noventa e quatro reais).

Além disso, a ANABB possui em caixa o valor de R$ 33.573.787,00 (trinta e três milhões, quinhentos e setenta e três mil setecentos e oitenta e sete reais), quase 630% a mais do que possuía  ao final do exercício de 2011, último ano da gestão anterior.

E mesmo considerando o provisionamento integral determinado pelo Conselho Deliberativo, o qual foi objeto de ressalvas do Conselho Fiscal e da Auditoria Externa, a ANABB possui em caixa R$ 18.428.201,00 (dezoito milhões, quatrocentos e vinte e oito mil duzentos e um reais), quase 350% a mais do que possuía no final de 2011.

Veja a ata da reunião do COFIS de 11 de agosto de 2015

 

 

Fonte: Agência ANABB