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Cassi

ANABB participa de debates sobre a Cassi no Rio Grande do Sul

A iniciativa partiu do Conselho de Usuários da Cassi daquele estado


Em 31.07.2015 às 00:00 Compartilhe:

 

O presidente da ANABB, Sergio Riede, esteve em Porto Alegre, Novo Hamburgo e Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, nos dias 28 e 29 de julho. Riede foi convidado pelo coordenador do Conselho de Usuários daquele estado, Ricardo Maeda, e pelos Diretores Regionais da Associação, Celson Matte, Valmir Canabarro e Ênio Friedrich para debater com os associados sobre a sustentabilidade da Cassi.

 

Como Riede tem representado a ANABB na mesa sobre a sustentabilidade da Cassi com o Banco do Brasil, levou informações aos presentes sobre o estágio atual das negociações e sobre os desafios que existem pela frente. Em cada uma das cidades, após uma explanação inicial feita pelo presidente da ANABB, foi aberto espaço para questionamentos e expressão de opinião dos associados presentes. Riede deixou claro que, além de levar informações sobre o desenrolar das negociações, também procurava colher a percepção dos associados sobre o momento vivido pela Cassi, até para poder representá-los com maior eficácia na mesa de negociações.

Em Porto Alegre, a reunião aconteceu na sede da AFABB e foi aberta pelo presidente daquela entidade, José Bernardo de Medeiros. Em Novo Hamburgo e Santa Cruz do Sul as reuniões ocorreram nas respectivas AABBs. Mais de 300 associados da ativa e aposentados participaram dos três eventos, que contaram também com a participação do gerente da Cassi no Rio Grande do Sul, Éverton Nunes da Silva. O membro titular do Conselho Deliberativo da Cassi, Antonio Cladir Tremarin, participou do evento de Novo Hamburgo. Em Santa Cruz do Sul também esteve presente a Diretora Regional da ANABB Oraida Medeiros.

Em cada um deles, Riede esclareceu que a ANABB, a FAABB, a AAFBB, a CONTRAF e a CONTEC participam da mesa de negociação sobre a Cassi com direito amplo à opinião e expressão de posicionamentos. Relatou que as entidades têm feito reuniões prévias entre elas antes de cada reunião, em busca da unidade indispensável para enfrentar a questão.

Após cada reunião de negociação com o Banco, todas as cinco entidades têm divulgado um texto comum com o resumo do que ocorreu na respectiva rodada de negociação. Riede lembrou que a ANABB tem colocado todos esses textos em seu site e também os envia por e-mail aos seus associados.

O presidente da ANABB destacou que a Associação criou uma aba em seu site, chamada CASSI EM DEBATE, na qual são postados textos com relato do que está acontecendo e com opiniões de dirigentes das diversas entidades do funcionalismo (no espaço há textos, por exemplo, da FAABB, da AAFBB e do Movimento Semente da União), do Conselho de Usuários, de dirigentes eleitos da Cassi e até mesmo do Banco do Brasil, de forma que o associado tenha acesso amplo à informação e forme o seu juízo. “Afinal de contas, é o associado que, em última instância, vai definir qual solução será adotada”, enfatizou Riede.

Na aba CASSI EM DEBATE do site da ANABB, há cinco vídeos gravados pelo presidente Riede, que retratam a posição da Associação sobre a situação da Cassi e sobre as negociações. Também há um texto específico com o posicionamento oficial da ANABB sobre a proposta do Banco. Para reler é só clicar aqui

Riede destacou em cada uma das três reuniões com os associados que existem consensos importantíssimos entre TODAS as entidades que participam da mesa de negociação:

  1. a necessidade da implantação, em plenitude, do Modelo de Atenção Integral à Saúde, por intermédio da Estratégia de Saúde da Família, utilizando-se de CliniCassis e de Rede Referenciada;
  2. não há negociação que passe pela supressão de direitos de ativos, aposentados e pensionistas;
  3. a manutenção da solidariedade existente hoje entre todos os associados;
  4. a permanência do compromisso do Banco do Brasil com a Cassi;
  5. que, se houver rateio de eventuais déficits futuros, o Banco participe deste rateio;
  6. que o ideal é o Banco do Brasil aportar recursos para implantação do Modelo de Atenção Integral à Saúde.

Riede esclareceu aos presentes que o Banco do Brasil, em mesa, diz que concorda com todos os pontos acima. E foi evoluindo nesta concordância ao longo da negociação, já que nas primeiras rodadas não admitia participar de rateios de déficits, queria mexer na solidariedade e não cogitava aportar recursos para as ações estruturantes.

Segundo Riede comentou com os associados, “o problema maior é que o Banco ainda tem condicionado a aceitação de todas as premissas que são consenso entre as entidades à transferência dos recursos provisionados para o pós-laboral, em seu balanço, para a Cassi, livrando o BB da CVM 695”. Embora o Banco diga com todas as letras que o atual compromisso de pagar 4,5% de contribuição mensal para os aposentados estaria garantido pela fórmula que apresentou em mesa, Riede enfatizou que nenhuma das entidades que participam da negociação está segura disso. E é esse ponto, segundo ele, que faz com que a negociação tenha dificuldade de evoluir.

Em todas as reuniões, Riede conclamou para que as pessoas se informem, leiam, discutam, tomem suas posições, preparando-se para uma eventual e possível consulta ao corpo social da Cassi, sobre a aprovação ou não das propostas que possam estar à disposição ao final das negociações. “Todas as entidades que representam os associados nas negociações têm lutado para manter a unidade e não se dispersar. Mas o importante é que a última palavra será sempre do associado da Cassi”, destacou o presidente da ANABB.



Evento com os associados

Fonte: Agência ANABB