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ANABB

O evento começou na sexta e vai até domingo

O seminário deste ano apresenta um novo formato, mais participativo, com a divisão de grupos e subgrupos


Em 22.05.2015 às 00:00 Compartilhe:

 

A ANABB deu início, às 9h30 desta sexta, 22 de maio, ao Seminário de 2015, com o tema A Relação dos Funcionários BB com o Banco do Brasil, no auditório Parlamundi da Legião da Boa Vontade (LBV), em Brasília. O objetivo do evento é discutir a realidade da condição de trabalho dos funcionários do BB, bem como as formas de organização dos bancários para dar suporte à carreira profissional e o seu relacionamento com o Banco. O Seminário segue até o domingo, 24/05.

 

O Seminário ANABB de 2015 tem uma proposta de formatação inovadora, com divisão de grupos de discussão. A primeira parte do evento contará com a apresentação de três painéis, com os temas “As Relações de Trabalho no Mundo e no Brasil Contemporâneo”, “Associativismo e as Formas de Organização dos Trabalhadores” e “Governo Federal e as Empresas Estatais”.

A novidade fica por conta da segunda parte dos trabalhos, quando serão formados micro e macrogrupos, que debaterão as condições de trabalho, a remuneração e carreira dos funcionários do BB e sua relação com o Banco. A partir daí, serão sugeridas propostas de encaminhamento do resultado das discussões.

Abertura

A mesa de abertura do seminário foi composta por Antonio Sergio Riede, presidente da ANABB; João Botelho, presidente do Conselho Deliberativo; Vera Lúcia de Melo, presidente do Conselho Fiscal; Eduardo Araújo, Presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, representando a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro); e Célia Larichia, presidente da AAFBB (Associação dos Aposentados e Funcionários do Banco do Brasil).

Sergio Riede saudou a todos, dizendo que é uma honra recebê-los para mais um evento. “Temos realizado um seminário por ano com essa envergadura para discutir assuntos de interesse dos associados”. Em seguida, fez homenagem a Aldo Alfano, membro do Grupo de Assessores Temáticos (GAT) – Previdência e Aposentadoria I (Previ Plano I), que faleceu no dia 13/05. “Vamos continuar seguindo o seu legado em busca de soluções consensuais”, comentou Riede. Assim, pediu que todos batessem palmas para Aldo Alfano. Riede continuou dizendo que o seminário promoverá com um novo formato uma discussão mais profunda, pois todos serão divididos em grupos e sub-grupos. “Vocês vão trazer a reflexão crítica. Vamos construir juntos esse trabalho”, finalizou.

João Botelho disse que gostaria de prestar algumas homenagens às pessoas que são os verdadeiros protagonistas desse seminário. Assim, ele agradeceu aos associados, aos diretores regionais, aos conselheiros fiscais, a todos os conselheiros deliberativos, que auxiliam na luta pela construção e aprimoramento da ANABB, à Diretoria Executiva, que mais uma vez organiza o evento, aos colaboradores da ANABB, que desempenham com responsabilidade as suas atividades. “Os funcionários do Banco são os responsáveis pelo nosso trabalho, como cidadãos que trabalham para que o Banco contribua para o desenvolvimento do País”, concluiu Botelho.

Vera Melo, por sua vez, desejou que os presentes aproveitem o espaço, a convivência e o relacionamento para saírem dali com um resultado que possa ser encaminhado para soluções futuras.  

Eduardo Araújo parabenizou pela realização do evento, lembrando que parte do que foi discutido sobre o Banco do Brasil no ano anterior foi levado a outros fóruns de discussão. “A importância que temos que dá ao Banco do Brasil é ecoada em outros eventos e entidades”, falou Eduardo. Segundo ele, debates feitos ali serão subsídios para assembleias em todo o Brasil. Ele ainda parabenizou a ANABB pela pesquisa sobre o perfil dos funcionários BB.

Célia Larichia também parabenizou a ANABB pela iniciativa desses eventos que já fazem parte, segundo ela, do nosso calendário anual. “Nós entendemos de suma importância a realização deste evento. A ANABB sempre está na vanguarda desses debates”, comentou. Ela disse ainda que é preciso estar juntos para discutir a sustentabilidade da Cassi. Célia falou também que “nesses eventos, vamos compreender melhor os anseios e demandas dos colegas da ativa e aposentados. Essa troca é muito importante para a nossa união pela luta dos direitos e interesses de todos”.

Painel 1

O primeiro painel com o tema “As Relações de Trabalho no Mundo e no Brasil Contemporâneo” foi apresentado pelo economista Jorge Saba Arbache Filho, professor doutor da UnB (Universidade de Brasília) e pelo economista Ademir Figueiredo, assessor da Diretoria do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e contou com a mediação de João Botelho, presidente do Conselho Deliberativo da ANABB.

Em sua apresentação, Ademir Figueiredo discorreu sobre a história do mercado de trabalho e a terceirização. “Tivemos fortes mudanças ao longo do último século sobre como se dão as relações de trabalho. Há uma permanente luta do rochedo contra o mar, na sociedade capitalista”, comentou. Ademir disse que a força de trabalho sofre uma desigualdade muito grande entre os trabalhadores e o capital. A origem da ação sindical vem da necessidade de enfrentar essa disputa. Com o tempo, passou-se a denunciar o sistema de contratação engessado, com legislações coletivas e específicas. Assim, é discutida a ideia de que a contratação adequada a um sistema capitalista competitivo deve ser flexível, para que não haja limitações  e que possam consolidar os direitos dos trabalhadores. Em seguida, falou que existe uma discussão neste momento sobre a terceirização no Brasil. E perguntou: “o que está em jogo na terceização? São 12 milhões que trabalham nas atividades meio no Brasil. Como terceirizar a atividade fim?” Por fim, Ademir mostrou as características da terceirização, os setores mais vulneráveis, as condições de trabalho e a redução salarial entre desligados e novas admissões.

Por sua vez, Jorge Arbache apresentou as relações do trabalho e o que podemos esperar daqui para frente. “Estamos vivendo num mundo em rápida transformação. As economias dependem cada vez mais uma das outras para definir suas formas de trabalho. Hoje, o que se faz ou se deixar fazer no país tem um reflexo do que acontece no mundo”, ponderou. Segundo Jorge, estão acontecendo rápidas mudanças no padrão de consumo e na redução do ciclo de vida dos produtos e serviços, que exigem cada vez mais de tecnologia e conhecimento. Assim, Jorge também falou sobre a globalização e as novas tecnologias, que vieram com novos desafios. “Hoje existem cadeias globais de valor, um aumento da competição por custo e as tecnologias de produção e de gestão estão cada vez mais sofisticadas e em permanente mutação”, comentou o economista. Ele falou ainda que o mercado de trabalho está em transição. “Várias ocupações e funções estão se tornando obsoletas e a competição entre trabalhadores está cada vez maior”, disse. Para ele, o Brasil tem uma economia muito mais integrada à economia mundial pelas vias dos canais financeiro e de fluxo de capitais, mas pouco integrada pelas vias do comércio e cadeias globais. Além disso, a legislação trabalhista é relativamente rígida. Tem uma tendência de desaceleração do crescimento ao longo dos próximos anos e aumento do desemprego. “É preciso crescer mais de forma sustentada. É preciso eleger a produtividade e competitividade como prioridade. É preciso estimular setores que sejam inovadores e que gerem empregos”, finalizou.

Confira o site do evento 

Fonte: Agência ANABB