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Banco do Brasil

BB desocupa o Edifício Sede I em Brasília

Agência bancária e unidades de apoio, instaladas no Sede I, continuam no local


Em 13.03.2015 às 00:00 Compartilhe:


O prédio, chamado de Sede I do Banco do Brasil, em Brasília (DF) que nasceu juntamente com a capital federal e que abrigou por quase 55 anos 13 de suas diretorias, não conta mais com as atividades do banco. Desocupado no fim do ano de 2014, teve suas áreas administrativas transferidas para a nova sede do BB, no Setor de Autarquias Norte (Saun) e para o Edifício Sede III, no Setor Bancário Sul (SBS), ambos em Brasília. A agência bancária e unidades de apoio, instaladas no Sede I, continuaram operando, normalmente, no local.

Segundo divulgado pela imprensa, decisões estratégicas de reposicionamento do banco originaram a mudança. O edifício foi inaugurado no mesmo dia que a capital federal e é composto por 26 pavimentos, incluídos três subsolos, térreo e sobreloja, tem painéis de Bruno Giorgi, Athos Bulcão e Burle Marx, e paisagismo deste último.  

A história da construção do sede I do BB contém a atmosfera épica da fundação de Brasília. Naqueles meses de terra vermelha tremulante, entre o fim de 1959 e o começo de 1960, enquanto Oscar Niemeyer acompanhava as obras de seus palácios, dos edifícios dos ministérios e das superquadras, o arquiteto capixaba Ary Garcia Roza (1911-1999) se dedicava inteiramente à construção da primeira edificação do Setor Bancário Sul (SBS), em Brasília. Tinha a seu lado o enteado, o também arquiteto Ivo de Azevedo Penna. Os dois moravam no acampamento e comiam com os operários. “E dia e noite trabalhando, e um volume enorme de candangos com uma capacidade de aprendizado impressionante, com uma adaptação inacreditável”, contou Garcia Roza em depoimento ao Arquivo Público do Distrito Federal, em 1989.

O prédio foi vendido em 2004 para um fundo de investimentos e deixou de ser público naquele ano, passando para passar às mãos de quase 4 mil. De lá para cá, BB passou a alugar o prédio até que, em dezembro de 2014, o banco não renovou o contrato de locação.

Fonte: Agência ANABB, com informações do jornal Correio Braziliense