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Assuntos diversos

Pesquisa associa adoecimento dos bancários ao trabalho

Levantamento foi divulgada pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre


Em 24.12.2014 às 00:00 Compartilhe:


Um levantamento realizado com os bancários do Rio Grande do Sul mostrou que o adoecimento dos profissionais está diretamente relacionado ao trabalho que os mesmos desempenham e à pressão que sofrem. A pesquisa “Relação entre Trabalho e Saúde Mental dos Bancários do Rio Grande do Sul” foi divulgada pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre no dia 12 de dezembro.

Realizada em parceria com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, os dados começaram a ser coletados em 2013, por meio de um questionário eletrônico enviados aos bancários. A próxima etapa do estudo é a fase qualitativa, na qual serão constituídos grupos focais para aprofundar a prospecção de dados, resultando em mais material para a análise.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, destacou os dados da pesquisa e a parceria com a universidade. "As perguntas que essa pesquisa faz e as respostas que obtém revelam o quanto a nossa profissão mudou. Antes, os bancários apresentavam muitas lesões por esforço repetitivo (LER/DORT). Era muita dor nos ombros e nas articulações e, por conta disso, ocorriam muitos afastamentos. Essas lesões ainda aparecem. No entanto, agora temos problemas de sofrimento mental. É muita pressão
por metas abusivas e muito assédio moral. A pesquisa mostra essa mudança", avaliou Gimenis.

Confira alguns dados da pesquisa:

Perfil dos participantes - 1.787 bancários do Rio Grande do Sul
Onde vivem - 50,88%da capital e 49,12%do interior
Sexo - 49,17%homens e 50,83%mulheres
Idade - A idade variou 20 a 66anos, com média de 39anos e 3meses
Tempo de trabalho - De 1mês a 39anos
Onde trabalham - 82,42%são trabalhadores de instituições públicas; 66,32%trabalham em agências e 33,68% dos trabalhadores desempenham funções de departamento
Estado civil - 52,87% eram casados; 28,50%solteiros; 9,75% possuíam união estável e 8,39%separados/divorciados
Escolaridade - 52% Ensino Superior Completo; 26% possuíam Pós-Graduação e 22,09% Ensino Médio
No trabalho - 21,34% cumprem mais de 40h semanais
Acidentes - 38% sofreram acidente de trabalho
Violência - 11,54% foram assaltados ou sequestrados
Demissões - 56% temiam ser demitidos
Ética - 47,64% abririam mão de seus valores éticos pelo trabalho
Conflitos - 88,23% são expostos a conflitos ou hostilidades
Trabalho e vida pessoal - 89% sentem que o trabalho interfere negativamente em outras áreas da vida
Afastamentos - 49% já se afastaram por motivos de saúde
Medicação - 26% utilizam medicação psiquiátrica; destes, 40% acreditam que o uso de medicação psiquiátrica e/ou substâncias psicoativas está relacionado ao trabalho
Estresse - 67% dos bancários sentem-se nervosos ou preocupados, 50% dormem mal, 47% tem se sentem tristes ultimamente e 42% referiram que o trabalho é penoso e causa sofrimento
Insatisfação - 25% dos bancários estão insatisfeitos com a vida.

Fonte: Agência ANABB com informações do Fetrafi-RS/Seeb Porto Alegre