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Assuntos diversos

Reestruturação interna do BB gera revolta e mobilização

Funcionários das redes GECEX e CSA reclamam da maneira como o processo está sendo conduzido pelo banco


Em 01.12.2014 às 00:00 Compartilhe:


O processo de reestruturação das redes CEGEX (Comércio Exterior) e CSA (Suporte ao Atacado) está gerando revolta nos funcionários devido à forma como o processo está sendo conduzido pelo BB. Os empregados reclamam, dentre outras coisas, que a reestruturação resultará em extinção de departamentos e cargos, com redução salarial, além de abrir caminho à terceirização.

Já é possível ver reflexos desse plano em alguns estados. De acordo com o Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB)/CSP-CONLUTA, as unidades GECEXs de Vitória/ES, Caxias do Sul/RS e Fortaleza/CE estão sendo fechadas. A parte operacional das GECEXs de Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Campinas/SP, Blumenau/SC, Brasília/DF e Porto Alegre/RS serão desmontadas, o que significa que a dotação destas unidades vai ser reduzida em mais de 50%.

O movimento alega ainda que, seguindo o modelo de outras reestruturações, a equipe operacional será concentrada em Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte. A reestruturação terá como resultado uma redução de 11% no número de funcionários, sem contar as vagas que não existirão mais.

MIGRAÇÃO E REDUÇÃO DE SALÁRIO
Com o processo de reestruturação, alguns funcionários terão que mudar de cidades, caso queiram manter suas comissões ou continuar na área de comércio exterior.

Além disso, haverá redução salarial, pois, de acordo com o MNOB, a maior parte dos cargos das novas unidades será de assistentes plenos (6 horas), o que fará com que os atuais colegas, que são assistentes B (8 horas), tenham que migrar para o novo plano. Neste caso, o BB estaria rompendo com o que foi acordado na criação do novo Plano de Cargos e Salários (PCS), em que garantiu que nenhum funcionário seria obrigado a migrar para funções de 6 horas.

A perda salarial de vários colegas será por volta de R$ 1.000,00. Muitos funcionários, que já migraram para o novo plano, poderão ter redução salarial, pois quando no momento da promoção dos cargos de júnior para pleno, houve perda de verba de ajuste do Plano de Funções, e a diferença no valor de referência da comissão não cobre este valor.

O Movimento de Oposição Bancária alega que unidades segmentadas entre negocial e operacional, e mais centralizadas, facilitam processos de terceirização. E que esse processo pode terminar espalhando-se para toda a rede bancária.

MOBILIZAÇÃO
O movimento sindical, juntamente com os representantes de funcionários das GECEXs, têm se mobilizado, desde o início de novembro, para debater o tema e buscar uma saída coletiva para o problema. As reuniões também têm buscado, entre outras pautas, ressaltar a importância de se pressionar para que o BB suspenda imediatamente a reestruturação e abra negociação, ouvindo as reivindicações dos funcionários afetados.

Fonte: Agência ANABB