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Banco do Brasil

Funcionários do BB realizam 25º Congresso Nacional

A ANABB marcou presença com a vice-presidente de Relações Funcionais Tereza Godoy


Em 13.06.2014 às 00:00 Compartilhe:

 

O 25º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil foi realizado nos dias 6, 7 e 8 de junho, em São Paulo, e contou com 306 delegados, sendo 216 homens e 90 mulheres. A ANABB marcou presença com a vice-presidente de Relações Funcionais Tereza Godoy, a conselheira deliberativa Maria Goretti Falqueto e o analista da vice-presidência de Relações Institucionais Guilherme Haeser. Também estiveram presentes o diretor da Previ, Marcel Barros; os diretores da Cassi, Miriam Focchi e Willian Mendes; o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro; além do Caref Rafael Matos e representantes da Cooperforte, do Dieese, entre outras entidades.

Na abertura do evento, o presidente da Contraf-CUT ressaltou as conquistas obtidas nos dois pontos importantes da luta bancária, que foram a campanha salarial e a luta contra a terceirização presente no projeto 4.330. No dia seguinte, houve uma apresentação do Dieese para fornecer subsídio aos debates que viriam a seguir. Assim, o plenário foi dividido em quatro grupos para discutir os temas “Remuneração e Condições de Trabalho”, “Saúde e Previdência”, “Organização do Movimento”;  “BB e o Sistema Financeiro Nacional”.

Após três dias de trabalho, foi aprovada a pauta específica de reivindicações do BB.  Nos próximos dias 25, 26 e 27 de julho, ainda haverá a definição da pauta geral de reivindicações de toda a categoria bancária. No encontro também foi eleito o novo coordenador da Comissão de Empresa, negociadora com o BB, o diretor do SEEB-BH, Wagner Nascimento.

Para a vice-presidente da ANABB, o evento foi bastante produtivo e discutiu temas importantes para o funcionalismo do BB. “Esse encontro reuniu representantes eleitos em suas regiões, o que gera maior legitimidade. Além disso, houve assessoria técnica. Nos debates sobre saúde e previdência, por exemplo, participaram diretores eleitos da Cassi e da Previ. Houve também uma explanação do DIEESE antes da divisão do plenário em grupos.” destaca Tereza Godoy.

Principais pontos aprovados

  • Remuneração e condições de trabalho
    Os delegados aprovaram a intensificação da luta pelo PCR, por mais contratações e por melhores condições de trabalho, sem assédio moral. O PCR deve valorizar o funcionalismo, estipulando como piso o salário mínimo do Dieese e o interstício na tabela de antiguidade de 6%, um valor maior das letras de mérito e com um tempo menor para adquirir os méritos (um ano e meio por letra).
  • Saúde e previdência
    Em relação à Cassi, os delegados aprovaram a defesa do princípio da solidariedade e da prioridade na prevenção e na qualidade de vida, em vez do modelo curativo.  Também aprovaram o fortalecimento da Estratégia de Saúde da Família e a Cassi para todos os funcionários, sem discriminação dos bancários oriundos dos bancos incorporados.
    Sobre a Previ, o 25º Congresso reiterou a campanha pelo fim do voto de minerva no Conselho Deliberativo, pela volta da consulta ao Corpo Social, pela eleição do diretor de Participações e pela redução da Parcela Previ, além de exigir que o Banco acate a adesão dos funcionários oriundos dos bancos incorporados.
  • Organização do movimento
    Os delegados presentes ao 25º Congresso reafirmaram a estratégia de campanha nacional unificada, com negociação de mesa única na Fenaban e mesas concomitantes para discutir as questões específicas do BB, além do modelo construído pela categoria de comissões de empregados que assessoram a Contraf-CUT nas negociações específicas com os bancos. Também apoiaram o fortalecimento dos fóruns da categoria (sindicatos, federações, Contraf-CUT, Comissão de Empresa e Comando Nacional dos Bancários), a mobilização e a unidade nacional da categoria.
  • BB e sistema financeiro nacional
    Com dados trazidos pelo Dieese e pelo Caref Rafael Matos, os delegados fizeram um amplo debate sobre a importância do fortalecimento do BB como banco público voltado para o financiamento da produção e do desenvolvimento econômico e social do país. Além disso, defenderam ainda a internacionalização do BB e a regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, que trata do Sistema Financeiro Nacional.
  • Liberdade sindical aos bancários nos EUA
    O 25º Congresso aprovou ainda uma moção para que o BB assine acordo de neutralidade que permita a seus funcionários nos Estados Unidos o início de processo de organização sindical e de sindicalização. Os bancários norte-americanos não possuem sindicato e a Contraf-CUT está trabalhando em parceria com a central sindical CWA, do setor de serviços e telecomunicações, para que os funcionários do BB criem a sua entidade sindical naquele país.


Fonte: Agência ANABB