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Banco do Brasil

BB firma acordo contra assédio moral

O banco se comprometeu a oferecer capacitação sobre assédio moral


Em 26.02.2014 às 00:00 Compartilhe:

 

As constantes denúncias de assédio moral dentro do Banco do Brasil estão mobilizando a justiça de todo país. Na maioria dos casos, a instituição financeira é condenada a pagar indenizações às vítimas. No entanto, o BB firmou um acordo judicial com o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal e no estado do Tocantins (MPT) em que se comprometeu a combater o assédio moral e sexual no seu ambiente de trabalho, antes de ser punido com o pagamento de multas.

O acordo foi feito com a procuradora Mayla Mey Friedriszik Octaviano Alberti, representante do Ministério Público do Trabalho em Palmas (TO) e homologado pelo juiz da 1° Vara do Trabalho de Palmas, Ricardo Machado Lourenço Filho.

De acordo com a procuradora, “o Banco do Brasil não pode permitir perseguição no ambiente laboral com intuito depreciativo e desmoralizador, nem promover tratamento hostil e desqualificador de empregados na frente dos colegas, e ainda, constranger empregados no desempenho de suas atividades. Também deve respeitar a opção religiosa e não prejudicar os empregados que prestaram depoimentos que embasaram a Ação Civil Pública”.

O Acordo Judicial prevê a produção de vídeo sobre assédio moral e sexual que será exibido durante a realização da campanha “Ser Ético é BOMPRATODOS”. Além disso, o Banco vai instituir curso autoinstrucional sobre assédio acessível a todos os seus funcionários. Também vai revisar as instruções normativas internas para regulamentar o resguardo da privacidade dos trabalhadores em face do sistema de câmeras e formular controle para identificação de casos frequentes de afastamento de empregados de uma mesma unidade.

Cartilhas com informações sobre assédio moral serão elaboradas e entregues aos integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). O Banco do Brasil também se comprometeu a oferecer capacitação sobre assédio moral aos integrantes dos comitês de ética estadual.

De acordo com o MPT, se não respeitar o Acordo, a entidade financeira vai pagar multa de R$ 5 mil por cláusula descumprida e por dia de atraso.

 

 

Fonte: Agência ANABB, com informações do Ministério Público do Trabalho