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Assuntos diversos

Cheques perdem espaço para formas de pagamentos eletrônicos

Em 2011, o meio de pagamento caiu cerca de 5% em relação ao ano anterior


Em 25.06.2013 às 00:00 Compartilhe:


Usar cheques é cada vez mais raro. De acordo com o relatório do Banco Central (BC), publicado no final do ano passado, em 2011, o meio de pagamento caiu cerca de 5% em relação ao ano anterior. Um dos motivos é o aumento do uso de meios eletrônicos, que tiveram um crescimento de 14% no mesmo período, com forte influência das transações com cartões de crédito e débito, que cresceram 16,8%.

O economista da Fundação Getúlio Vargas André Braz afirma que esta substituição representa uma evolução natural do sistema financeiro. “Antigamente se usava bastante, principalmente para compras parceladas. Já havia risco, mas não existiam outras formas melhores. Hoje é diferente, o cartão de crédito, por exemplo, permite fazer compras a prazo com mais eficiência e segurança”, explica. Segundo o economista, os cheques não apresentam grandes vantagens em relação aos outros modos de pagamento, e os riscos são muitos: podem ser roubados, rasurados ou sem fundos, e a assinatura pode ser falsificada, entre outros.

Braz considera que os cheques, assim como outras transações em papel, não têm muita perspectiva de longevidade. “Eu mesmo já usei muito, mas hoje, só em casos muito específicos e raros, como em garantias para compras, pois hoje os cartões só faltam falar”, brinca o economista. Em quantidade, os cheques responderam por 9% dos instrumentos de pagamento utilizados em 2011, enquanto em relação ao valor, corresponderam a 10%.

Um dos riscos de aceitar cheques como pagamento, é a possibilidade de que ele não tenha fundos, acarretando prejuízos. Dados divulgados no final de maio pela Serasa Experian indicam que o percentual de cheques sem fundos emitidos no país caiu em abril, na comparação com março. Dos 73,9 milhões de cheques compensados no País em abril, 1,54 milhão foram devolvidos por falta de fundos; em março, essa parcela foi de 1,59 milhão.

A Pesquisa Nacional sobre Liquidação de Cheques feita mensalmente pela empresa especializada em análise de crédito em compras com cheques TeleCheque registrou em maio uma queda no indicador de inadimplência, com 2,84%. Realizado em 10 mil pontos de venda distribuídos em 890 municípios do País, o levantamento constatou ainda que o valor médio nacional dos cheques no último mês foi de R$ 386,25, ligeiramente mais alta do que a média de abril (R$ 380,81). Além disso, entre 2006 e 2011, caiu 58% a quantidade de cheques trocados com valores até R$ 300, e um aumento de 53% nos superiores a R$ 250 mil.

Em outra pesquisa da TeleCheque, foi constatado que no segundo bimestre deste ano 58,1% dos inadimplentes eram mulheres, e 41,9%, homens. O segmento mais atingido pela inadimplência desses consumidores no período foi o de alimentação, com 14,5% das pessoas na amostra pesquisada, seguido de acessórios automotivos e manutenção (13,2%), e roupa e vestuário (12,2%). A principal causa da inadimplência levantada pela pesquisa foi a falta de fundos, que correspondeu a 73,94% dos valores em cheques não liquidados. Os demais motivos foram cheques sustados (9,86%); roubados ou furtados (4,93%); e fraudados (1,41%).

Cuidados
Para não ter problemas com o uso de cheques, a equipe de especialistas da TeleCheque elaborou algumas instruções a serem seguidas pelos consumidores. A primeira delas é a de, sempre que possível, comprar à vista, o que em muitos estabelecimentos pode gerar desconto. Se for necessário parcelar, os especialistas recomendam a escolha de uma modalidade sem juros ou com juros menores - em geral, os parcelamentos com cheques são feitos sem juros.

Nestes casos, para manter as finanças organizadas, é importante anotar no canhoto o valor, para quem foi emitido o cheque e a data em que ele será apresentado para cobrança. Além disso, é essencial conferir se as parcelas cabem no orçamento mensal. Para garantir que isso aconteça, uma boa dica é não comprometer mais de 30% do salário em financiamentos.

Fonte: Portal terra Economia