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ANABB

ANABB participa do 4º Seminário Unidas sobre Autogestão

O evento reuniu parlamentares,representantes de entidades, especialistas em saúde e integrantes de operadoras de autogestão


Em 16.04.2013 às 00:00 Compartilhe:


Na manhã de hoje (16/4), o presidente da ANABB, Sergio Riede, participou do painel sobre a importância da participação das entidades representativas de trabalhadores na construção de uma política de saúde de qualidade, no 4º Seminário Unidas – Autogestão como modelo ideal para saúde corporativa. O seminário, que está acontecendo em Brasília desde ontem, reúne parlamentares, especialistas em saúde e integrantes de operadoras de autogestão para discutir temas atuais do cotidiano dos gestores e aspectos do mercado.

Riede ressaltou a importância dos associados se sentirem donos do próprio plano e os fatores essenciais para se administrar um plano de autogestão. “É preciso ter competência técnica para saber gerir o pouco recurso que temos e gerar saúde de qualidade. Além disso, é preciso ter capacidade de articulação, de diálogo e convencimento, pois precisamos estabelecer alianças estratégicas. Por fim, precisamos ter um compromisso com a sustentabilidade do plano”, explicou.

O presidente da ANABB também anunciou o nome de Denise Eloi, presidente da Unidas, como representante escolhida pelas entidades para disputar uma função na Agência Nacional de Saúde (ANS). “Nunca tivemos um representante dos planos de autogestão na direção da ANS. Mas, agora estamos juntando forças para colocar uma pessoa que tenha capacidade técnica, de articulação e compromisso com a sustentabilidade dos planos dentro daquela Agência reguladora. Assim, poderemos defender ainda mais os interesses dos nossos associados”, concluiu.

Para Denise Eloi, presidente da Unidas o objetivo é “contribuir para o aperfeiçoamento do sistema de saúde brasileiro, para que apresente a melhor relação custo-efetividade na aplicação dos recursos e proporcionar mais saúde para um número cada vez maior de pessoas”. Junto com Riede, participaram do painel: Mirian Fochi, diretora de Plano de Saúde e Relacionamento com Cliente da Cassi; Erika Kokay (PT/DF), deputada federal; Cida Diogo Braga (PT/RJ), deputada estadual do Rio de Janeiro; Maria de Jesus Santana, diretora do Fassincra; e João Dado (PDT/SP), deputado federal.

A diretora de Plano de Saúde e Relacionamento com Cliente da Cassi, Mirian Fochi, abordou a importância dos sindicatos e das entidades representativas como instrumentos relevantes para as discussões relacionadas à saúde. “Graças aos sindicatos, principalmente, houve uma inclusão da questão da saúde e dos planos de autogestão nas negociações salariais”, lembrou.

Maria de Jesus Santana, diretora do Fassincra – Fundação Assistencial dos Servidores do INCRA, falou das dificuldades que planos de autogestão dos servidores públicos, como a GEAP, tem passado por depender de recursos do governo Federal e de normas rígidas de negociação. Nessa mesma linha, a deputada federal Erika Kokay lembrou que é preciso compreender que esses planos de autogestão não podem ser equiparados aos planos de saúde privados. “Os planos de autogestão podem contribuir para uma política de saúde e de prevenção do trabalhador”, explicou.

Segundo a deputada estadual Cida Diogo, é preciso também sensibilizar o Ministério da Saúde porque “a autogestão pode desafogar o Sistema Único de Saúde, mas quem tem que provocar essa discussão são os próprios planos de autogestão”, disse. Para a deputada, a importância dos planos de autogestão para o sistema de saúde do país ainda é desconhecida.

Por fim, o deputado federal João Dado lembrou da trajetória da Unidas e lançou o desafio de se começar a pensar na construção de hospitais da própria Unidas, ou seja, hospitais que atendam os associados dos planos de autogestão. “Talvez essa seja a maneira que temos de salvar vidas, já que o mercado está cada vez mais inflexível”, concluiu.



Fonte: Agência ANABB