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Assuntos diversos

Aplicativos bancários oferecem de consultas a saldos a geolocalização

Uso do celular para fazer transações bancárias é cada vez mais comum


Em 08.04.2013 às 00:00 Compartilhe:


A internet ainda é o canal preferido pelos brasileiros para acessar o banco. Mas o avanço dos smartphones pode mudar essa lógica em pouco tempo. Nas principais instituições de varejo do País, o uso de aplicativos para transações do dia a dia está crescendo.

Espaço para crescer existe. Uma projeção da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) aponta que o uso do celular terá a mesma relevância do internet banking num prazo de até sete anos. Segundo a consultoria americana de tecnologia ComScore, o acesso à internet por smartphones e tablets teve crescimento recorde de 6% no País em 2012.

No Bradesco, o celular já representa 8,4% das transações, superando o atendimento via call center. As transações tiveram um salto: somaram 60 milhões em março, contra uma média de 1 milhão há dois anos. No dia 7 de março, o banco registrou seu recorde diário de transações: 2 milhões, entre consultas a saldos, pagamentos e transferências.

Na esteira desse movimento, o Banco do Brasil anunciou recentemente uma atualização de seu aplicativo. Agora, o dispositivo possui geolocalização e pode avisar ao cliente, por exemplo, se há alguma loja parceira no trajeto para o shopping. Ou ainda oferecer um empréstimo se o consumidor estiver em uma loja e perceber que atingiu o limite do cartão de crédito. O dispositivo também possui realidade aumentada e informa, por meio gráfico, a agência mais perto do cliente.

Crédito no celular
Outro produto que já ganha corpo nas operações por celular é a tomada de crédito. Em geral, são linhas pré-aprovadas. No Bradesco, o total contratado não chegava a R$ 3 milhões por mês há dois anos. Em março, atingiu R$ 12 milhões. "Nem fizemos propaganda sobre a possibilidade de tomar crédito pelo celular. O ticket médio atualmente é de R$ 800", afirma Luca Cavalcanti, diretor de canais digitais do Bradesco.

No Banco do Brasil, a conta inclui também os créditos tomados pela internet. Em 2012, foram 900 mil operações nos dois canais, que somaram R$ 3,8 bilhões. Um ano antes, o volume financeiro havia sido de R$ 2,9 bilhões. "Nós notamos que há uma mudança no perfil de utilização e que os clientes estão usando mais os aplicativos para celular", afirma Enio Mathias Ferreira, gerente executivo da diretoria de tecnologia.

No HSBC, a aposta é um pouco diferente. Com exceção dos clientes de iPhone, os usuários devem baixar pelo celular um programa que dá acesso aos serviços do banco. Em todos os casos, contudo, trata-se de uma espécie de rede fechada.

A vantagem, segundo Marcello Veronese, diretor de canais digitais do banco, é unificar o acesso aos diversos canais. "O celular passa a ser o principal elemento de autenticação do cliente. Com ele, você pode sacar nos caixas de autoatendimento sem cartão ou utilizar o internet banking", afirma. Para isso, o cliente deve informar o CPF e uma senha dinâmica que é gerada pelo celular (apelidada de token).

Segundo ele, a solução, desenvolvida no Brasil desde 2008, tornou-se o padrão mundial adotado pelo HSBC. O projeto começou a ser implementado por aqui com 50 mil clientes em 2012, ainda de forma experimental. A expectativa agora é encerrar este ano com 250 mil usuários ativos, e 750 mil em 2014.

Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Santander foram procurados pela reportagem, mas não forneceram dados sobre o tamanho da operação via celular.

Onde encontrar
Bradesco e Banco do Brasil possuem aplicativos para iPhone, Android, Windows Phone e Blackberry. HSBC não oferece a opção aos donos de Windows Phone. As atualizações costumam estar disponíveis antes para iPhone e Android.

Fonte: O Estado de S. Paulo