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Assuntos diversos

Queda nos juros em 2012 fez brasileiros economizarem R$ 40,3 bi, diz pesquisa

Montante que deixou de ser desembolsado por consumidores e empresas equivale a 0,9% do PIB


Em 14.03.2013 às 00:00 Compartilhe:


A queda nas taxas de juros praticadas pelo mercado ao longo de 2012 gerou uma economia de R$ 40,3 bilhões no pagamento de juros de empréstimos às famílias e empresas brasileiras, de acordo com cálculos da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Segundo a instituição, a economia equivale a 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado.

Do montante economizado, R$ 18,9 bilhões foram poupados por pessoas jurídicas e R$ 21,4 bilhões por pessoas físicas. A pesquisa partiu de dados do Banco Central para calcular o volume total de recursos direcionados ao pagamento de juros.

A FecomercioSP levou em consideração que as taxas médias anuais de juros praticadas em 2011 foram de 30,4%, para pessoas jurídicas, e de 45,5%, para pessoas físicas, que caíram para 24,5% e 38,7%, respectivamente, em 2012. As taxas anuais utilizadas para a hipótese de não ocorrência da queda dos juros foram de 28,2% para pessoa jurídica e de 42,8% para pessoa física, as mesmas de dezembro de 2011.

"Em janeiro de 2011, as taxas anuais praticadas foram de 29,3% (pessoa jurídica) e de 43,8% (pessoa física) e o ano de 2012 começou com 28,7% e 45,1%, respectivamente. Em dezembro de 2012, essas taxas foram reduzidas para 20,6% (pessoa jurídica) e 34,6% (pessoa física), as menores médias históricas praticadas pelo mercado financeiro", aponta a instituição.

A redução dos juros foi um dos fatores, de acordo com os economistas da FecomercioSP, responsáveis por garantir o crescimento de 5% no volume de vendas no varejo no ano passado. "A redução dos juros foi decisiva para a manutenção de um ciclo positivo de consumo", aponta a instituição, em nota distribuída à imprensa.

Outros fatores responsáveis pelo bom desempenho do varejo no ano passado também são mencionados pela instituição, como o baixo desemprego; o reajuste real do salário mínimo, "de 7%, o maior da história"; o aumento da massa real de rendimentos da ordem de 6%; a e as medidas de desoneração e estímulo ao consumo.

Considerando a perspectiva de redução dos estímulos ao consumo, em 2013, e a possibilidade "de comportamento mais adverso da inflação", os economistas da FecomercioSP dizem que a política de taxas de juros menores precisa ser mantida. A instituição destaca que o pagamento do custo dos empréstimos no Brasil para pessoas físicas consumiu ao longo do ano passado R$ 185 bilhões, ou quase 4% do PIB.

Fonte: Agência Estado