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Assuntos diversos

Bancos públicos emprestam quase 4 vezes mais do que privados em 2012

Participação dos bancos públicos no crédito sobe de 43,5% para 47,6%. Bancos privados nacionais reduzem participação de 39,2% para 36,1%.


Em 25.01.2013 às 00:00 Compartilhe:


Números divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Banco Central mostram que, em um ano marcado pelos efeitos da crise financeira internacional, os bancos públicos pisaram no acelerador na concessão de crédito e emprestaram quase quatro vezes mais do que os privados nacionais. Com isso, ganharam participação no mercado nacional.

De acordo com a autoridade monetária, o crédito ofertado pelos bancos públicos subiu 27,2% em todo ano passado, atingindo a marca de R$ 1,12 trilhão em dezembro, contra R$ 883 bilhões no fechamento de 2011. Ao mesmo tempo, as operações de crédito dos bancos privados nacionais cresceram 7%, atingindo a marca de R$ 850 bilhões, contra R$ 794 bilhões no fechamento de 2011. As instituições financeiras estrangeiras, por sua vez, registraram um crescimento de 9,6% no crédito no ano passado, para R$ 385 bilhões.

Com a atuação mais agressiva dos bancos públicos, com a oferta de taxas de juros mais baixas, estas instituições ganharam participação no mercado financeiro. Em dezembro de 2011, as instituições públicas detinham 43,5% do mercado de crédito nacional, parcela que se ampliou para 47,6% no fechamento de 2012. Ao mesmo tempo, a parcela dos bancos privados nacionais recuou de 39,2%, no fim de 2011, para 36,1% no mês passado. Já a participação dos bancos estrangeiros recuou de 17,3% para 16,3% nesta comparação.

"É verdade que durante o ano, houve um aumento de participação dos bancos públicos no sistema. Isso se deve à maior participação do crédito habitacional, que vem crescendo a taxas mais significativas. Cresceu em 2012 mais de 38%, enquanto que, a média do sistema, cresceu 16%. Os bancos públicos têm uma parcela importante neste segmento do crédito", declarou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.

Fonte: Do G1, em Brasília