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Assuntos diversos

Prévia do PIB do BC fica abaixo da projeção do próprio governo

Expansão foi de 0,4% em novembro e, em 12 meses, alta atingiu 1,32%


Em 17.01.2013 às 00:00 Compartilhe:


Expansão foi de 0,4% em novembro e, em 12 meses, alta atingiu 1,32%

Gabriela Valente

A economia brasileira cresceu pelo segundo mês consecutivo. De acordo com o indicador prévio calculado pelo Banco Central (IBC-Br), a atividade registrou expansão de 0,4% em novembro. É mais do que esperava o mercado financeiro, mas menos do que desejava a equipe econômica. Nos planos do governo, os recorrentes pacotes de incentivos deveriam ter um impacto maior no fim do ano. Considerando o período de 12 meses findo em novembro, o país registrou crescimento de 1,32%.

No entanto, o conjunto dos analistas do mercado financeiro - ouvidos semanalmente pelo BC - afirma esperar um crescimento de 0,97% em 2012. Para o economista-chefe da corretora Gradual, André Perfeito, a estimativa é de uma expansão de 0,7% em dezembro. Se seu número se confirmar, o país terá encerrado o ano com uma velocidade de crescimento de apenas 2,8%.

- Os dados do fim do ano não tendem a ser fortes o suficiente para conseguir crescer num ritmo de 4% anualizado, como queriam o Ministério da Fazenda e o BC - lembrou o economista. - Isso confirma que não existe espaço para uma nova alta dos juros.

Já o sócio da consultoria Tendências, Juan Jansen, espera uma retração da economia em dezembro de -0,4%, apesar de todo o esforço do governo para tentar levantar o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) no ano passado. Na conta do economista, está o desempenho ruim da indústria. Ele também contabiliza os dados negativos do varejo. Para este ano, o economista aposta em um crescimento de 3,2%.

- A Fazenda sempre diz que a economia vai crescer 4%, mas nunca cresce - afirmou Jansen.

Queda na indústria
O sócio da Tendências disse que é preciso esperar os dados oficiais divulgados pelo IBGE, porque, nos últimos meses, o número do BC começou a se distanciar dos dados publicados pelo instituto. Ele lembrou que, em novembro, a produção industrial caiu 0,6% em relação a outubro, principalmente pela desaceleração no setor automotivo e na indústria extrativa. As vendas no varejo também desaceleraram naquele mês: a alta passou de 0,8% em outubro para 0,3%.

Por causa da defasagem de três meses na divulgação dos dados oficiais da economia brasileira pelo IBGE, o Banco Central olha para o IBC-Br na hora de decidir sobre os rumos da política de juros do país. De acordo com o instituto, o PIB do país cresceu 0,6% no terceiro trimestre do ano passado.

Fonte: O Globo