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Assuntos diversos

Juro baixo faz crescer previdência para jovens

Arrecadação de planos para quem tem até 18 anos de idade chega a R$ 1,1 milhão


Em 08.10.2012 às 00:00 Compartilhe:


Estabilidade e ascensão da classe média também contribuem para alta; raciocínio deve ser de longo prazo e mais riscos

DE SÃO PAULO

O cenário de juros baixos, estabilidade econômica e a mudança na pirâmide social, com ascensão da classe média, tem provocado crescimento na previdência privada para menores.

A arrecadação dos planos para pessoas com até 18 anos chegou a R$ 1,1 milhão de janeiro a julho deste ano, com alta de 17,7% ante o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da FenaPrevi (a federação do setor).

Em julho, foram investidos R$ 140 mil, alta de 8,5% em relação a julho de 2011.

O total de aportes na previdência complementar foi de R$ 37,97 bilhões de janeiro a julho, com crescimento de 32% antes o mesmo período do ano passado.

Segundo Osvaldo Nascimento, vice-presidente da entidade, o cenário econômico faz as pessoas olharem mais para o longo prazo e quem fez plano de previdência há 15 anos hoje quer fazer para os filhos.

"[As pessoas] começam a perceber que não conseguem viver só do juro real, que precisam formar um patrimônio", afirma.

Hoje, dos 11,1 milhões de planos contratados, cerca 7,5% são para menores.

Mas, de acordo com Nascimento, a idade média dos planos para jovens vem caindo, tornando-se mais comum fazer uma previdência para o filho assim que ele nasce.

Segundo ele, garantir a formação dos filhos é o principal motivo para que os pais façam um plano de previdência para os filhos. Em segundo lugar vem a inserção no mercado profissional, garantindo recursos para abrir um escritório ou um negócio.

RENDA VARIÁVEL
Para Nascimento, o cenário de juros baixos deve fazer com que as carteiras, sobretudo de menores, aumentem gradualmente a participação em renda variável, mas a volatilidade da Bolsa trava um aumento maior.

No mercado de previdência complementar aberta, há 20% de ativos em renda variável. O número, segundo ele, deve chegar a 25%. Para ele, o primeiro movimento é de alongamento e o segundo de assumir mais riscos.

"Se você contrata um plano logo que o filho nasce, no mínimo, está falando de 20 anos para ele acessar o recurso."

(MARIA PAULA AUTRAN)

Fonte: Folha de S.Paulo