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Assuntos diversos

Taxas do crédito no Banco do Brasil caem até 80% em 12 meses

Caixa, Bradesco e Itaú também reduziram juros após Selic recuar a 7,5% ao ano


Em 03.09.2012 às 00:00 Compartilhe:


A partir de hoje passam a vigorar em todas as agências do Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal, Bradesco e Itaú novas e menores taxas de juros em diversas linhas de financiamentos. As alterações acompanharam a queda da taxa básica de juros (Selic), promovida pelo Banco Central (BC) na quarta-feira passada.

No BB, as taxas caíram até 0,5 ponto percentual (a.a.) ao ano para linhas destinadas às pessoas físicas e jurídicas. Considerando os cortes de juros promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) desde agosto do ano passado e os ajustes feitos em função do programa Bem-parados, criado pela instituição em abril deste ano, as taxas praticadas em agosto são até 79% menores do que as vigentes em 2011.

Nesse período, o crescimento da carteira de crédito a pessoa física foi de 20,7%, enquanto a destinada a micro e pequenas empresas avançou 25,8% no primeiro semestre de 2012, em comparação com igual período do ano passado. A carteira de financiamento de veículos foi o destaque, com crescimento de 65% no semestre, para R$ 5,65 bilhões em junho deste ano.

"Temos o compromisso com os nossos clientes e com a sociedade de praticar taxas de juros que sejam as menores do mercado, nas principais linhas de crédito. O Banco do Brasil foi o primeiro a reduzir suas taxas e prepara-se para continuar liderando o sistema financeiro do País nesta nova conjuntura de juros baixos desejada por todos os brasileiros", afirma Alexandre Abreu, vice-presidente de negócios de varejo do BB.

O crédito pessoal foi reduzido em três instituições financeiras. No Itaú, por exemplo, as taxas nesta modalidade para clientes do banco que já têm o pacote MaxiConta Portabilidade Salário caíram 0,04 p.p., para um intervalo de 1,87% a 4,81% ao mês. Para os demais clientes de varejo, as taxas do crédito pessoal foram reduzidas dos atuais 2,41% para 6,62% ao mês, para de 2,37% a 6,58% mensais. As do cheque especial passaram do intervalo de 5,2% a 8,81% ao mês, para 5,16% a 8,77% mensais. No Bradesco, a taxa mínima foi reduzida de 1,89% para 1,85% ao mês.

O cheque especial foi outra linha alvo de reduções no BB: a queda foi de 33% na taxa máxima, passando de 8,49% em agosto do ano passado para 5,7% ao mês este ano, e de 38% na taxa mínima, recuando de 2,15% para 1,34% ao mês. Para os clientes que mantêm conta salário no BB, a queda foi de até 54%, com a taxa máxima ficando em 3,88% ao mês. Na Caixa, a taxa mínima é de 1,3% e a máxima é de 4,27%. No Itaú, os juros passaram de 3,46% a 4,85% para de 3,42% a 4,81% mensais e no Bradesco, o percentual mínimo é de 3,95 % ao mês.

No rotativo do cartão de crédito, a redução da taxa máxima para os clientes que recebem salário no BB foi ainda maior, de 79%, passando de 13,54% ao mês para 2,88%. Para os demais clientes, a redução chega a 58%, com a taxa máxima agora de 5,7% ao mês.

Para os clientes pessoa física, a Caixa reduziu ainda taxas em crédito de garantia de imóvel (Aporte), para 0,89% na mínima e 1,48% na máxima ao mês, e garantia de automóveis (Aporte Auto) ao mínimo de 1,25% e máximo de 1,59% ao mês e juros na antecipação do 13º salário para taxa única de 2,79%.

Empresas
As pessoas jurídicas também foram beneficiadas nesta nova rodada de corte de juros. Para os clientes do Itaú Empresas será reduzida a taxa máxima do cheque especial (LIS) dos atuais 8,81% ao mês para 8,77% ao mês, no capital de giro de 5,42% ao mês para 5,38% ao mês e na antecipação de recebíveis de duplicatas, cheques e cartão, os juros máximos caem de 4,82% para 4,78% ao mês.

No Bradesco, a taxa do capital de giro caiu de 2,35% para 2,31% ao mês, e a máxima de 5,29% para 5,25% ao mês.

Na modalidade conta garantida, a taxa mínima foi reduzida de 3,21% para 3,17% ao mês. Os juros da linha de antecipação de recebíveis de duplicatas, cheques e cartão de crédito foram reduzidos de 2,01% para 1,97% na mínima, e de 4,50% para 4,46% ao mês na máxima.

Fonte: Brasil Econômico