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Assuntos diversos

Juro bancário ao consumidor cai e atinge menor nível da história

A queda é resultado de uma diminuição do spread bancário - diferença entre o juro de captação e a taxa cobrada nos empréstimos


Em 26.07.2012 às 00:00 Compartilhe:


Segundo o BC, juro médio do crédito livre ficou em 31,1% em junho. Apesar disso, é uma taxa muito alta, se considerada a inflação anual acumulada de 4,92%

O Banco Central informou nesta quinta-feira, 27, que o juro médio do crédito livre ficou em 31,1% em junho, ante 32,9% em maio. Foi o quarto mês seguido de redução da taxa na comparação com o mês anterior e novamente a taxa desceu ao menor patamar cobrado pelos bancos na série histórica. Já a taxa ao consumidor ficou em 36,5%, a menor desde julho de 1994. Para pessoa jurídica, a taxa recuou de 25% em maio para 23,8% em junho.

A queda é resultado de uma diminuição do spread bancário - diferença entre o juro de captação e a taxa cobrada nos empréstimos. Essa diferença entre as taxas, no geral, caiu de 24,7 pontos porcentuais em maio para 23,2 pontos porcentuais em junho. No ano, até junho, a queda é de 3,7 pontos porcentuais.

Apesar disso, é uma taxa muito alta, se considerada a inflação anual acumulada de 4,92% - de acordo com o índice oficail de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O recuo das taxas teve impacto na inadimplência. O grande destaque nesse tema foi a queda da inadimplência para veículos que caiu pela primeira vez desde dezembro de 2010. "Isso mostra um quadro benigno", afirma o chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel. "Diria até mais que isso porque os atrasos de 15 a 90 dias, o que é indicador antecedente, também têm apresentado comportamento positivo para essa modalidade (veículos) nos últimos dois meses, o que sinaliza trajetória mais favorável da inadimplência no 2º semestre", destaca.

Os dados do BC mostram ainda que o calote nas operações de crédito caiu em junho para 5,8%. O patamar é inferior à taxa de 5,9% registrada em maio e idêntica à observada nos meses de fevereiro e abril. O recuo dos atrasos superiores a 90 dias nos financiamentos aconteceu tanto para os consumidores quanto nos empréstimos para as empresas.

Maciel faz um prognóstico otimista dos níveis de calote no 2º semestre de 2012. "Como temos anunciado, esperamos um comportamento mais favorável da inadimplência no 2º semestre", disse.

Segundo ele, o calote vai diminuir como resultado de três movimentos. "É efeito da redução da taxa de juros, postura mais cautelosa por parte dos bancos desde o 2º semestre de 2011 e o crescimento da massa salarial. São fatores que contribuem para a trajetória mais favorável da inadimplência", disse.

Fonte: Agência Estado