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Assuntos diversos

Agência de rating aumenta notas de oito bancos no Brasil

Ratings de curto prazo subiram de "A3" para "A2", para acompanhar a classificação do país


Em 12.07.2012 às 00:00 Compartilhe:


A nota de crédito de curto prazo de oito instituições financeiras que atuam no Brasil foi elevada de "A3" para "A2" pela Standard & Poor´s ontem , acompanhando o movimento promovido na nota soberana de curto prazo em moeda estrangeira. Na lista, estão Bradesco , Citibank , Banco do Brasil , Banco do Nordeste , Santander , HSBC , Itaú Unibanco e Itaú BBA.

" A alteração nos ratings não reflete , em nossa opinião , nenhuma melhora na qualidade de crédito de curto prazo destes bancos ", afirma a agência de rating em relatório divulgado ontem.

Nele , a Standard& Poor´s afirma que a alteração resulta de uma revisão do critério de relação entre notas de crédito de longo prazo e curto prazo.

Os ratings de curto prazo dos seis bancos com atuação mundial, entre eles Santander, Citibank e HSBC, é o mesmo, ou seja, limitados à nota do Brasil, devido à alta exposição que têm ao risco do país. Essa exposição está em seus investimentos e na carteira de empréstimos.

Os ratings do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste também estão limitados pela nota soberana do Brasil mas , na visão da agência , há alta probabilidade de suporte extraordinário por parte do governo , devido ao papel importante destas instituições financeiras e sua forte relação com o governo.

Histórico
O movimento mais recente em notas de crédito de bancos foi promovido pela Moody´s , em maio deste ano. A agência de classificação de risco rebaixou o rating de crédito de oito bancos atuantes no Brasil , entre elas Banco do Brasil , Itaú , Bradesco e Santander.

A justificativa dada pela agência para os cortes foi o contexto atual de revisão das notas dos bancos que estavam com rating em patamar superior ao do país onde estão domiciliados. No Brasil , essa nota soberana está em "Baa2".

" Nossa revisão indica que existem poucas razões para acreditar que esses bancos ficariam isolados de uma crise na dívida do governo ", disse a agência em relatório.

A Moody´s estima que o sistema financeiro brasileiro possua uma exposição média de 167% do capital a títulos soberanos do país.

Fonte: Brasil Econômico