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Assuntos diversos

Expansão em banco público é mais que o dobro de privado

Os números indicam que a campanha iniciada em abril por Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal,têm surtido efeito


Em 27.06.2012 às 00:00 Compartilhe:


As carteiras de empréstimos e financiamentos dos bancos públicos cresceram 2,5% em maio, mais que o dobro da taxa de expansão registrada pelas instituições financeiras privadas.

O saldo das operações do sistema financeiro privado subiu 1% no caso dos bancos de controle nacional e 0,9% nos de controle estrangeiro, segundo dados apresentados ontem pelo Banco Central (BC).

Os números indicam que a campanha iniciada em abril por BANCO DO BRASIL e Caixa Econômica Federal, por orientação do governo, têm surtido efeito. O Ministério da Fazenda queria um incremento no crédito, para estimular consumo e ajudar na recuperação no atualmente fraco nível da atividade econômica brasileira.

As duas instituições estatais baixaram juros e investiram em forte campanha publicitária para conquistar novos clientes e ampliar as operações de crédito.

A ampliação de apenas 1% na carteira dos bancos privados, por sua vez, indica que, mesmo baixando juros, eles não atenderam às expectativas do governo de que o crédito apresentaria aceleração também entre instituições sem controle estatal.

A campanha dos bancos estatais só reforça uma tendência que já vinha se verificando nos últimos anos. O elemento diferente, agora, diz respeito à carteira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco federal de fomento viu o saldo de suas operações crescer 1,6% em maio. Isso significa que o avanço de 2,5% observado no sistema financeiro púbico como um todo foi puxado pelas demais instituições, principalmente Caixa e BB, que são as de maior peso.

Em valores nominais, o estoque de crédito dos bancos públicos fechou maio em R$ 952,244 bilhões. O saldo exibido pelos bancos privados de controle nacional chegou a R$ 820 bilhões, enquanto a carteira das instituições financeiras de controle estrangeiro chegou a R$ 364,181 bilhões.

Fonte: Valor Econômico