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Banco do Brasil

Captações do BB no exterior crescem 41,4% em 12 meses

Somente os depósitos interbancários subiram 24% entre dezembro e a última sexta-feira


Em 25.06.2012 às 00:00 Compartilhe:

 

O Banco do Brasil tem conseguido tirar proveito da crise para engordar o seu caixa no exterior e atender a demanda por crédito a exportações e as necessidades dos clientes fora do país. "O banco tem sido muito procurado por instituições que atuam na Europa e tem recebido um volume significativamente maior de depósitos interfinanceiros", afirmou o vice-presidente de negócios internacionais, Paulo Rogerio Caffarelli.

Os depósitos feitos por instituições financeiras nas contas do BB no exterior alcançaram US$ 12,4 bilhões em junho, até dia 22 - um crescimento de 24% em relação a dezembro. E o número de bancos que passaram a realizar essas operações subiu para 93, 30% mais do que no final do ano passado.

Na avaliação do executivo, esse crescimento mostra que as instituições brasileiras começam a atingir um novo patamar de reconhecimento no exterior, apesar de serem de um país emergente: "Estamos passando por um momento em que o Brasil vem tendo reconhecimento internacional e isso se reflete nas captações", disse.

Além dos depósitos interfinanceiros, o BB ainda capta recursos no exterior com a emissão de títulos de dívida e depósitos de clientes pessoas físicas e jurídicas. Segundo Caffarelli, essas linhas também estão em expansão no ano, mas em ritmo inferior ao verificado no mercado interbancário internacional.

Nos 12 meses encerrados em março último, o total de captações externas do BB - incluindo emissão de bônus, a que mais cresceu - subiu 41,4%, para US$ 37,3 bilhões.

O aumento da captação desses recursos tem permitido ao BB expandir os desembolsos para exportadores nas linhas de ACC (adiantamento de contratos de câmbio) e ACE (adiantamento de contratos de exportação).

O volume no ano até maio chegou a US$ 17,4 bilhões, uma expansão de 6,5% na comparação com igual período de 2011 - o BB é líder nos desembolsos dessa linha de crédito, com uma participação de 32,3%.

Neste ano, até agora, abril foi o mês que registrou o maior desembolso: US$ 1,98 bilhão.O objetivo é alcançar US$ 17,7 bilhões até dezembro, ante US$ 17,4 bilhões em 2011.

Caffarelli admite, no entanto, que as mudanças nas regras de IOF para empréstimos internacionais- elevação da alíquota para 6% nas operações com prazo de até cinco anos - promovidas pelo governo em abril elevaram a demanda por ACC, mas como a regra mudou novamente em junho-os 6% valem agora só para operações de até dois anos -, o executivo acredita que a demanda pode recuar.

Caffarelli reforçou que a estratégia do BB no exterior possui quatro pilares: atendimento a empresas brasileiras; atendimento a companhias estrangeiras que possam ter relacionamento com o Brasil; suporte à comunidade brasileira no exterior; e a operação direta em alguns países, como é o caso da Argentina após a compra do Patagônia.

Sobre esse último pilar, o executivo afirmou que os focos para novas operações são a Colômbia, Peru e Chile, mas não revelou como estão as negociações para se instalar nesses países.

Caffarelli afirmou que a rede do Eurobank - instituição dos EUA com três agências na Flórida que o BB comprou o ano passado- passará, a partir de outubro, a atuar com o nome de BB Américas e a oferecer produtos de varejo para os brasileiros que vivem na região. "Ainda falta cumprir alguns requisitos legais para oferecermos novos produtos", disse. Por enquanto, a instituição segue atuando como banco voltado a operações para pequenas e médias empresas.

 

Fonte: Brasil Econômico