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Banco do Brasil

BB levanta US$ 750 mi no mercado externo

Além de possibilitar uma captação de volume maior, a demanda também garantiu uma redução no preço


Em 13.06.2012 às 00:00 Compartilhe:

 

O pacote de ajuda aos bancos espanhóis funcionou ontem como uma espécie de alento para o mercado de dívida corporativa, favorecendo emissores brasileiros. O BANCO DO BRASIL conseguiu emitir US$ 750 milhões em títulos com vencimento em dez anos. A demanda chegou a US$ 1,5 bilhão. "Diante das circunstâncias, foi uma demanda boa e por isso elevamos a nossa oferta, que inicialmente seria de US$ 500 milhões", diz o diretor de Finanças, José Maurício Pereira Coelho.

Além de possibilitar uma captação de volume maior, a demanda também garantiu uma redução no preço. Os títulos foram emitidos com um retorno ao investidor ("yield") de 6%, sendo que o esperado era de 6,125%. Em maio do ano passado, em uma operação de mesmo prazo e que totalizou US$ 1,5 bilhão, a taxa paga pelo banco foi de 6,044%.

O executivo explica que o banco monitora o mercado externo para avaliar o momento ideal para emissões. Segundo ele, o corte de juros na China e o pacote de ajuda aos bancos espanhóis contribuíram para um maior apetite por parte dos investidores. "Percebemos essa oportunidade e já estávamos com a documentação pronta, o que garantiu a agilidade", diz.

A maior parte dos investidores é proveniente da América do Norte, que ficaram com 50% do total emitido, e da Europa (36%). Em relação ao perfil dos detentores dos títulos, 47% são gestores de fundos e 24% foram alocados em private bankings.

Esses recursos serão utilizados para reforçar a base de capital do BB, mas Coelho não soube informar para quanto irá a Basileia do banco após a contabilização desses recursos. Esse indicador mede a capacidade de uma instituição elevar os seus empréstimos em relação ao seu patrimônio. Em março, a Basileia do BB era de 14,3% - o mínimo exigido pelo BC é de 11%.

Na avaliação de Coelho, ainda é cedo para dizer se a operação de ontem representa uma abertura da janela no exterior. "É difícil falar se é uma janela que se abriu para todos. O que percebemos é que há espaço para riscos considerados bons e emissores frequentes." A última operação de uma empresa brasileira no exterior havia sido realizada no final de maio, quando a BR Foods captou US$ 500 milhões.

 

Fonte: Brasil Econômico