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Assuntos diversos

Brasil fará lista de bancos que não podem quebrar

País propõe que critérios para fazer parte de lista nacional sejam diferentes dos usados para a lista global


Em 08.11.2011 às 00:00 Compartilhe:


Cada país que integra o grupo das maiores economias do mundo (G-20) deverá ter uma lista de bancos que podem provocar risco sistêmico e, por consequência, levar a outras crises globais. A discussão sobre os critérios para a definição da relação começará ainda este ano. A ideia é replicar em cada país do grupo a lista aprovada pela cúpula do G-20 com 29 bancos globais "grandes demais para quebrar".

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Márcio Cozendey, disse ao Estado que ainda não há prazo para fechar as listas. Ele informou que a discussão deve ocorrer ao longo de 2012.

Segundo o secretário, o Brasil tem interesse na criação da lista de bancos nacionais de interesse global, mas propõe que os critérios de escolha e as exigências sejam diferentes dos utilizados para as 29 instituições globais. Para ele, apenas as regras de supervisão e de cooperação entre os bancos podem ser repetidas.

Cozendey argumentou que é preciso considerar a realidade do setor em cada país. "O Brasil tem alertado que não pode ser uma simples extensão dos critérios para os bancos globais", afirmou. "As exigências precisam ser diferentes, mas o Brasil sempre concordou que é preciso tratamento diferenciado para bancos com risco sistêmico."

O secretário disse que não é viável, por exemplo, estender a todos os bancos em lista nacional a mesma exigência de aumento de capital para absorver eventuais perdas.

Cozendey disse que os países que já têm bancos na lista global, aprovada pelo G-20, podem incluir outros bancos na relação nacional. Devem ser escolhidos os bancos que, em caso de falência, possam provocar uma crise sistêmica na região e, como reflexo da importância do País, afetar outras economias.

A ideia de criar exigências regulatórias para os bancos é obrigar que estejam preparados numa próxima crise e não precisem de socorro governamental.

Fonte: O Estado de S.Paulo