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Assuntos diversos

Ligação para celular será 20% mais barata

Redução será gradual até 2014


Em 28.10.2011 às 00:00 Compartilhe:


Taxa foi criada para incentivar investimento em infraestrutura; medida pode estimular tráfego

SOFIA FERNANDES
DE BRASÍLIA

As chamadas de telefones fixos para móveis terão uma redução gradual a partir de janeiro do próximo ano e, em 2014, deverão custar 20% a menos que o valor atual.

Isso vai ocorrer porque a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou ontem a diminuição da tarifa de interconexão, um subsídio criado na época da privatização das telecomunicações (1998) para incentivar a telefonia móvel a investir em infraestrutura. A tarifa custa R$ 0,54 por minuto, sendo R$ 0,12 destinado às prestadoras fixas e R$ 0,42 para as móveis. A fatia que será reduzida aos poucos, até o ápice de 30%, é justamente a das móveis, que contam com o incentivo.

Para o governo, o subsídio se tornou desnecessário num cenário em que as operadoras lucram como nunca, com uma base aproximada de 230 milhões de celulares no país.

Segundo o setor, as empresas deixarão de arrecadar até R$ 4 bilhões nesse período pelo fim do incentivo. "Era necessário baratear as ligações", afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

MAIS PROMOÇÕES
O governo aposta em dois comportamentos do mercado. Com a tarifa menor, a tendência é que se fale mais ao telefone. As operadoras também deverão intensificar a venda de pacotes e promoções, principalmente de internet no celular. Dessa forma, a queda de receita das empresas deverá ser compensada com a intensificação do mercado e mais tráfego, tanto de voz como de dados, aposta o governo.

Há quem acredite também em uma retomada da telefonia fixa, que amarga quedas consecutivas de números de clientes. Depois dos preços menores nas ligações para celulares, a próxima cartada do governo seria reduzir a assinatura básica da telefonia fixa, na casa dos R$ 40. O mercado estima que a medida deva impactar duas operadoras em especial, a TIM e a Vivo, maiores do setor de telefonia celular.

Fonte: Folha de S.Paulo