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Banco do Brasil

BB lança linha popular e pretende fechar 2011 com 100 mil clientes

Desde o lançamento do programa, o banco já atendeu mais de 3,8 mil empreendedores


Em 26.10.2011 às 00:00 Compartilhe:

Por Rosangela Capozoli | Para o Valor, de São Paulo

Costureira há mais de 20 anos, Vera Lúcia Andrade Capelli, moradora de Pongaí (SP), foi a primeira cliente do Banco do Brasil (BB) a solicitar um empréstimo através do Crescer - Programa Nacional Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). O valor de R$ 1.000,00 será quitado em 24 parcelas de R$ 46,73, a uma taxa de juros de 0,64% ao mês. A primeira delas será paga em 19 de novembro. O financiamento será empregado na compra de tecidos, linhas e demais aviamentos para atender ao aumento da demanda de final de ano por vestidos de formatura.

Desde o lançamento do programa, em setembro, até agora, o banco já atendeu mais de 3,8 mil empreendedores, com recursos que R$ 14,3 milhões. "A meta é fechar 2011 ao redor de R$ 111 milhões e 100 mil clientes. Até 2013, o montante somará R$ 1,148 bilhão, com uma carteira de 1,36 milhão de clientes", afirma Robson Rocha, diretor de Menor Renda para a vice-presidência de Gestão de Pessoas e Responsabilidade Socioambiental do Banco do Brasil.

É a primeira vez que Vera Lúcia consegue uma linha de crédito para custear seu negócio. "A maioria dos empréstimos oferecidos possui altas taxas de juros, o que inviabiliza a produção, e com esse programa isso foi solucionado", diz a costureira.

Antes de formatar o PNMPO, em junho de 2011, o BB aplicava integralmente os 2% de sua exigibilidade em microcrédito, com direcionamento para consumo, especialmente através da linha BB Crédito Pronto. "A participação do BB no volume aplicado em microcrédito em maio de 2011 era de aproximadamente R$ 1,15 bilhão, o que representava 45,32% do total de recursos aplicados pelo sistema financeiro nessa modalidade de crédito", explica Rocha, referindo-se ao BB Crédito Pronto cuja taxa de juro mensal era de 3% enquanto a anual ficava em 60% ao ano.

"Hoje o prazo da operação de giro é de quatro a 12 meses e a linha destinada a investimento oscila entre quatro e 24 meses. A operação para pessoa jurídica pode chegar a até 36 meses", acrescenta Rodrigo Santos Nogueira, gerente geral da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do BB. As operações de crédito podem chegar a R$ 15 mil por tomador. Após a assinatura do contrato, é aberta uma conta aos empreendedores, com uma tarifa reduzida de R$ 5,00, e um conjunto de soluções e serviços.

Com juros mais atraentes, o BB já se preparou para atender a nova legião de interessados em adquirir uma linha de crédito nesses moldes. "O programa exige capacitação dos profissionais, por isso tivemos que rever nossa estrutura", explica. Através da Universidade Corporativa Banco do Brasil foram treinados mais de 3 mil funcionários da rede de agências, em sala de aula, no curso MPO (Microcrédito Produtivo Orientado).

Na modalidade à distância (intranet BB) são mais de 19 mil funcionários já capacitados. Das 5,1 mil agências, o BB conta com 4,5 mil delas capacitadas para operar o programa em todo país. Rocha sustenta que o PNMPO dará impulso à economia. "Isso vai promover geração de emprego, crescimento da economia e possibilitar que pessoas que até então não tinham acesso a financiamentos venham a usufruir dessa linha", avalia.

O público alvo é o microempreendedor formal ou informal que tenha uma receita bruta que não ultrapasse R$ 120 mil por ano. Entre as profissões que serão contempladas com a linha de crédito, o taxista chama a atenção por causa da Copa de 2014. "Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae), estamos oferecendo treinamento e a oportunidade de aprenderem uma outra língua", diz Nogueira.

Fonte: Valor Econômico