× Modal
< Voltar


Assuntos diversos

Instituições testam ampliação de acesso

BB desenvolve projeto para permitir transações bancárias em terminais de autoatendimento com o uso de celular


Em 29.09.2011 às 00:00 Compartilhe:


Por Inaldo Cristoni | De São Paulo
 
Os meios eletrônicos já absorvem boa parte das transações bancárias realizadas no Brasil, mas os bancos pretendem aproveitar a disponibilidade tecnológica e o processo de bancarização para ampliar seu alcance, como parte da estratégia de oferecer aos clientes o conforto e a comodidade de poderem acessar serviços e informações financeiras de qualquer lugar e quando desejarem.
 
O HSBC programou investimentos para os canais internet banking, mobile banking e rede de autoatendimento de olho não apenas na carteira de clientes pessoas físicas, mas também nas empresas. Além disso, tem projeto voltado para as redes sociais. "O Brasil experimenta uma popularização tecnológica e, ao mesmo tempo, presencia ascensão social. Os dois fatores juntos criam uma demanda grande por meios eletrônicos", explica Leigner Andreatti, CIO (chief information officer) do banco.
 
No canal internet banking, o foco dos projetos é a segmentação de serviços para cada perfil de clientes. Assim, para a carteira pessoa física, pretende-se facilitar a navegação do site pelos novos clientes que ascenderam socialmente e abriram a primeira conta bancária. "Esse público tem demandas específicas. Alguns querem fazer apenas pagamentos, outros buscam investimentos, oportunidades de vendas", afirma Andreatti.
 
O princípio de segmentação dos serviços se aplica também à carteira de clientes pessoa jurídica, mas, nesse caso, a abordagem dos projetos do HSBC é a usabilidade do canal. "Uma multinacional demanda pacotes transacionais diferentes de uma empresa que só opera no mercado brasileiro", exemplifica Andratti.
 
Segundo o executivo, o internet banking é o canal eletrônico mais utilizado pelos clientes do banco. A tendência, porém, é de haver maior participação do mobile banking. "Mas o grande definidor do crescimento do canal será a segurança da informação", ressalva.
 
O HSBC não revela o volume de investimentos feitos nos projetos de expansão do uso dos canais eletrônicos. Segundo Andreatti, parte dos recursos está sendo aplicado em redes sociais. "Estamos tentando definir um modelo rentável e seguro. Novidades nesse sentido devem ser anunciadas no segundo semestre de 2012", informa.
 
O Banco do Brasil desenvolve um projeto com tecnologia NFC (Near Field Communications) para permitir transações bancárias em terminais de autoatendimento (ATM) com o uso de celular, em substituição ao cartão de crédito e débito. O cliente precisa apenas aproximar o aparelho do terminal, explica Erilson Cavalcante de Queiroz, gerente executivo da diretoria de tecnologia.
 
O projeto ainda está em fase de testes e não há previsão de lançamento no mercado. "Estamos realizando provas de conceito com aplicações de consulta de saldo e extratos", revela, acrescentando que, para esse tipo de operação, será preciso ajustar o parque de ATMs do banco, que atualmente é de 42 mil máquinas instaladas.
 
Outro projeto do Banco do Brasil tem como foco a população das classes C, D e E que está sendo bancarizada. Para esse público, a ideia é oferecer serviços que permitem a realização de transações bancárias por meio de aparelhos celulares utilizando aplicativos SMS.
 
Segundo Cavalcante, o objetivo é ampliar o leque de aplicações do serviço Saque Sem, no qual o usuário recebe no celular uma mensagem de texto com um código para fazer saques em dinheiro em um terminal ATM. O limite de saque é de R$ 300,00 por dia. O usuário precisa cadastrar nos terminais os dados de seu celular.
 
O Banco do Brasil ainda não dimensionou os investimentos no desenvolvimento dos dois projetos. Cavalcante afirma que a infraestrutura tecnológica está preparada para suportar o impacto no tráfego e no volume de transações.
 
O Itaú Unibanco não detalha seus projetos para aumentar o acesso dos clientes aos meios eletrônicos, mas segundo Ricardo Guerra, diretor da área de canais de atendimento, há soluções implantadas em outros países que já estão consolidadas e são seguras. Como exemplo, cita a tecnologia NFC, segundo ele um meio de pagamento simples e promissor.

Fonte: Valor Econômico