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Assuntos diversos

Greve dos bancos fecha mais de 4.000 agências

Em São Paulo, 15% dos bancários cruzaram os braços e 687 agências foram fechadas


Em 28.09.2011 às 00:00 Compartilhe:

Paralisação entra no segundo dia, sem perspectiva de acordo salarial

 

Em São Paulo, 15% dos bancários cruzaram os braços e 687 agências foram fechadas, segundo o sindicato

CIRILO JUNIOR
DE SÃO PAULO

A greve dos bancários segue hoje sem perspectiva à vista de acordo entre patrões e empregados.

Apesar de as duas partes afirmarem estar dispostas a negociar, não há qualquer reunião agendada para tentar acertar a correção salarial dos trabalhadores.

No primeiro dia da greve, 4.191 agências ficaram fechadas em 25 Estados e o Distrito Federal, segundo o Comando Nacional dos Bancários.

Somente os bancários do Estado de Roraima não aderiram à paralisação no primeiro momento.
"A greve começou mais forte que a do ano passado, quando fechamos 3.864 unidades no primeiro dia de paralisação", afirmou Carlos Cordeiro, do Contraf-CUT.

O sindicato dos bancários de São Paulo, Osasco e região, informou que 21,1 mil trabalhadores pararam ontem, o equivalente a 15% de um total de 135 mil. Do total de 2.400 agências da Grande São Paulo, 687 fecharam as portas, ainda de acordo com o movimento dos bancários.

Os grevistas pleiteiam 12,8% de aumento sobre pisos e salários, além de ampliação dos ganhos nas participações nos lucros. Os banqueiros ofereceram 8%. A proposta foi recusada.
O piso salarial dos bancários é de R$ 1.250, de acordo com o sindicato.

ESTRATÉGIA
Segundo a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), a greve é "infundada", e foi definida em meio às negociações, sem que houvesse uma situação de impasse.
"Não interrompemos as negociações, e as conversas precisam continuar", afirma o diretor de relações do trabalho da Fenaban, Magnus Apostólico.

Em São Paulo, as ações dos grevistas se concentraram na região central. Na avenida Paulista, a maior parte das agências não funcionou ou operou com um número reduzido de funcionários.
Muitos bancários acamparam em frente a agências da zona norte.

No bairro de Santana, a reportagem constatou diversas unidades fechadas.
Numa delas, no banco Bradesco, estava a aposentada Rosalva Morais, 66, que tinha dificuldades para se locomover. Ela foi até à agência da avenida Braz Leme para obter um novo cartão para sacar dinheiro, mas voltou para casa de mãos vazias.

"Perdi meu cartão e preciso tirar dinheiro. Como é que a gente faz?", questionou.

Se tivesse o cartão, poderia sacar em qualquer dos caixas eletrônicos, que funcionaram normalmente.

Movimentações financeiras e pagamentos podem ser feitos via telefone ou pela internet. Há ainda a opção de correspondentes bancários, como casas lotéricas.

Fonte: Folha de S.Paulo