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Assuntos diversos

Bancários aprovam greve nacional a partir do dia 27

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8%


Em 23.09.2011 às 00:00 Compartilhe:

Nesta quinta-feira, 22 de setembro, aconteceram assembleias em várias cidades e capitais do país. Os bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Ceará, Paraíba, Bahia, Alagoas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Campo Grande, Campinas, Juiz de Fora, Dourados e Campina Grande rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos  (Fenaban) – reajuste salarial de 7,8% - e decretaram greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (27).

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5 pontos porcentuais), maior participação nos lucros, valorização do piso, fim da rotatividade e mais contratações, além de outros pedidos.

 

Estão agendadas novas negociações com a Fenaban nesta sexta-feira (23). Na próxima segunda-feira (26),  assembleias deverão ser realizadas pelos sindicatos em todo país para avaliar o resultado da nova rodada.

Negociações com o BB
A Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociação - CEBNN/Contec, se reuniu nesta quinta-feira com o Banco do Brasil S.A., para discutir a pauta de reivindicações.

O Banco negou a renovação da cláusula que prevê travas para descomissionamento decorrente de avaliação de desempenho funcional. Também rejeitou o pedido de extensão dos benefícios reivindicados para os funcionários egressos dos bancos incorporados que não optaram pelo seu regulamento.

No que se refere às questões econômicas, o Banco limitou-se a informar que pretende seguir o que for apresentado na mesa da FENABAN. Quanto às reivindicações para aperfeiçoamento do PCR, o Banco informou que continua analisando, mas alega dificuldades no atendimento das reivindicações relativas aos caixas e postos efetivos.

A Contec pediu que o Banco se manifestasse sobre os demais itens da pauta de reivindicações ainda pendentes, destacando a necessidade de discussão sobre remuneração, especialmente sobre produtos vendidos, como alternativa de melhoria do piso salarial, bem como de aperfeiçoamento do PLR, além das cláusulas sindicais. No que se refere à cláusula de cessão de Dirigentes Sindicais, o Banco não respondeu ao pleito.

O Banco registrou ainda que, objetivando enxugar o espelho (folha de pagamento), pretende apresentar proposta para acordar a incorporação da gratificação de 25%, unificando as verbas.

Fonte: Contraf/Cut e Contec