× Modal
< Voltar


Banco do Brasil

Banco do Brasil tem lucro de R$ 3,2 bi no 2º trimestre

A carteira de crédito aumentou, mas inadimplência diminuiu


Em 09.08.2011 às 00:00 Compartilhe:

Resultado representa um crescimento de 38,8% ante igual período do ano passado; carteira de crédito aumentou, mas inadimplência diminuiu

 

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado

O Banco do Brasil anunciou lucro líquido recorrente de R$ 3,2 bilhões, crescimento de 38,8% ante igual período do ano passado. Já o ganho contábil do banco no período cresceu 24% e ficou em R$ 3,357 bilhões.

No semestre, o ganho recorrente do banco público foi de R$ 6,29 bilhões, crescimento de 24%, o que é recorde para o período. Já o retorno patrimonial ficou em 24,9%. Pelo critério de lucro atribuível ao controlador, o resultado do semestre é de R$ 6,262 bilhões, 23,4% maior que no mesmo período de 2010, o que corresponde a retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio de 25,4%.

No segundo trimestre, houve um evento extraordinário que contribuiu para um resultado recorrente diferente do lucro contábil. O BB vendeu no período participação que tinha na Visa Internacional e Mastercard, operação que adicionou ao resultado o montante de R$ 169 milhões.

O aumento do lucro foi puxado pelo crescimento da carteira de crédito, principalmente nas pessoas físicas. A carteira total de empréstimos, incluindo avais e fianças, subiu 20,2% em 12 meses e encerrou junho em R$ 421 bilhões. Na comparação do segundo com o primeiro trimestre a carteira cresceu 6%. Nos empréstimos para pessoa física o crescimento foi de 21,2% em 12 meses. Já no segmento de empresas, a expansão ficou em 14,7%.

O BB terminou junho com ativos totais de R$ 904,5 bilhões, alta de 19,6% nos últimos 12 meses. O patrimônio líquido do banco público ficou em R$ 54,6 bilhões, expansão de 38,9%.

Inadimplência
Ao contrário dos outros grandes bancos privados, o BB registrou queda dos índices de inadimplência no segundo trimestre. O indicador, considerando os empréstimos vencidos há mais de 90 dias, terminou o período em 2%, abaixo dos 2,1% do primeiro trimestre do ano e dos 2,7% dos meses de abril a junho de 2010.

Com a queda de calotes, as despesas de provisão para risco de crédito no semestre caíram 3,7% ante o primeiro semestre de 2010 e somaram R$ 5,7 bilhões. No segundo trimestre, essas despesas cresceram 15,9% ante o primeiro trimestre para R$ 3,047 bilhões. Ante o segundo trimestre de 2010, o aumento é de 6%.

Segundo o banco, o aumento dessas despesas no período, apesar da queda da inadimplência, se deve a elevação das provisões para os créditos classificados como de maior risco.

O saldo total das provisões para devedores duvidos encerrou o segundo trimestre em R$ 17,734 bilhões, expansão de 6% ante o saldo do trimestre anterior.

O índice de Basileia do BB terminou o segundo trimestre em 14,4%, acima dos 12,8% do mesmo período de 2010. O Basileia mede quanto o banco pode emprestar sem comprometer seu capital e o mínimo que o banco central exige é de 11%.

Fonte: Agência Estado