× Modal
< Voltar


Assuntos diversos

Pesquisa aponta que mais pessoas ingressaram na classe C

A renda do brasileiro cresceu acima da expansão do PIB, o que significa o melhor índice entre os emergentes


Em 28.06.2011 às 00:00 Compartilhe:

Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada no dia 27 de junho revelou que, do início de 2003 até maio último, 48,7 milhões de pessoas entraram nas classes A, B e C no Brasil, o equivalente a um crescimento de 47,94%. Apenas os novos integrantes da classe C somaram 39,5 milhões neste período, o que significou uma elevação de 46,57%.

 

Intitulada Os Emergentes dos Emergentes: Reflexões Globais e Ações Locais para a Nova Classe Média Brasileira, a pesquisa indica que o Brasil é o país dos Brics (grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia Índia, China e África do Sul) que melhor tem conseguido conciliar crescimento econômico com redução das desigualdades sociais. A renda per capita do brasileiro cresceu em média 1,8% acima da expansão do Produto Interno Bruto (PIB), o que significa o melhor índice entre os emergentes.

Coordenado pelo economista Marcelo Neri, a pesquisa mostra que, ao mesmo tempo em que houve forte ingresso na Classe C, 24,6 milhões de pessoas deixaram a classe E, o que representou uma queda de 54,18%, enquanto a redução na classe D foi de 24,03%, o que significou a perda de 7,9 milhões de pessoas. Para Neri, estes números são uma indicação clara de que a desigualdade social está diminuindo.

Entre 2003 e 2007, ainda segundo o estudo, a evolução da renda dos 20% mais pobres da população brasileira avançou em média 6,30% ao ano, superior à dos demais Brics, exceto a China, onde cresceu a 8,5% ao ano. Em contrapartida, as taxas médias de crescimento da renda dos 10% mais ricos da população foi muito maior nos demais Brics: de 15,1% na China; 7,6% na Ãfrica do Sul; 2,8% na Índia; e de 1,7% no Brasil.

O estudo da FGV mostra que os brasileiros são os mais otimistas em relação as suas condições de vida no futura, chamada de "felicidade futura". Numa escala de 0 a 10, o brasileiro dá nota média de 8,7 à expectativa de satisfação com a vida em 2014, a melhor avaliação numa amostra de 146 países pesquisados, cuja média foi de 6,5. Em relação à condição atual de vida, o brasileiro também lidera o ranking, com nota média 7.

O resultado dessa combinação de crescimento econômico com redução de desigualdade aparece na intensa mobilidade dos brasileiros na pirâmide social. De 2003 até este ano, 48,7 milhões de brasileiros ascenderam para as classes A, B e C, um salto de 47,94% no número de brasileiros das chamadas classe média e média alta. E somente entre 2009 e maio deste ano, foram 13,08 milhões os brasileiros que ingressaram nas classes AB/C.

Fonte: O Globo