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Assuntos diversos

Tesouro Direto atrai investidor jovem

Mais de um terço das pessoas físicas que aplicam seus recursos nos títulos do governo tem entre 26 e 35 anos


Em 27.06.2011 às 00:00 Compartilhe:

Mais de um terço das pessoas físicas que aplicam seus recursos nos títulos do governo tem entre 26 e 35 anos

 

Aplicação seduz faixa etária pela chance de poder investir pequenos valores e de negociar compras pela internet

Considerado porto seguro pelos analistas, os papéis da dívida do governo federal atraem investidores jovens, que buscam elevar o retorno de suas aplicações e poupar rumo à aposentadoria.

Levantamento feito pelo Tesouro Nacional para a Folha mostra que a faixa etária que mais compra os títulos é aquela entre 26 e 35 anos.
Jovens dessa idade representam 36,6% do total de pessoas físicas que investem no Tesouro Direto, programa que permite negociar a compra e a venda dos papéis com o governo pela internet.

Os dados mostram que os compradores são na maioria homens (80%) e moradores do Sudeste (70%). Somente o Estado de São Paulo concentra 42% dos cadastrados.

Para especialistas, a aplicação atrai os mais jovens pela possibilidade de investir pequenos valores (a partir de R$ 100) e pela facilidade de fazer tudo pela internet, no site do Tesouro. "O Tesouro Direto ainda é novidade para o investidor tradicional, que recorre à poupança ou aos fundos. Ele acaba sendo um tipo de aplicação para um investidor mais instruído e antenado", afirma o professor de economia da FGV (Fundação Getulio Vargas) Rogério Mori.

É o caso do analista de sistemas Rodrigo Lima Torres, 32, que investe nos papéis desde 2008. Ele optou pela aplicação devido às baixas taxas de administração e à segurança -o risco de calote é mínimo e os papéis têm renda fixa atrelada a indicadores como a inflação. "O que me atrai é o fato de estar pensando numa aposentadoria futura. Não dá para ficar dependendo da Previdência Social", diz.

Para a consultora de finanças pessoais Sandra Blanco, autora do livro "A Bolsa para Mulheres", a falta de informação financeira é justamente o que afasta as mulheres dos títulos negociados pelo site do Tesouro. "As mulheres preferem investir em fundos porque o operacional do Tesouro é mais complicado, você tem que acompanhar o investimento, decidir o que quer comprar", completa Sandra.

VALORES MENORES
Em maio, o Tesouro Direto tinha quase 246 mil investidores cadastrados, que têm em seu poder R$ 5,7 bilhões em títulos. Mais da metade das aplicações registrou valor abaixo de R$ 5.000.

Antes da criação do programa, em 2002, para aplicar esse valor o investidor teria que recorrer a fundos de investimentos e, além de pagar taxas superiores, delegar as decisões ao gestor do fundo. "A vantagem do Tesouro é que você tem mais controle. Nos fundos, por mais que tenha regulamento, o gestor tem a liberdade para aplicar da maneira que achar melhor", explica Antônio Conceição, da Fator Corretora.

Fonte: Folha de S.Paulo