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Assuntos diversos

Superávit Previ: resultados da reunião do dia 11 de maio

Banco apresenta negativas e evasivas


Em 13.05.2011 às 00:00 Compartilhe:


Regulamento do Plano 1: Banco apresenta negativas e evasivas

Nesta quarta-feira, dia 11 de maio, representantes do funcionalismo e dirigentes do Banco do Brasil realizaram a segunda reunião para discutir propostas de alteração no regulamento do Plano de Benefícios 1 da Previ. Também faz parte da negociação a revisão do estatuto para melhorias no modelo de gestão da entidade.

Participaram da reunião representantes da ANABB (Nilton Brunelli), da Contraf-CUT (Eduardo Araújo), dos sindicatos e da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (Carlos de Souza, Olivan Faustino, Ronaldo Zeni e José Luiz Barboza), da AAFBB (Gilberto Santiago), da FAABB (Isa Musa e Cláudio Lahorgue), da AFABB-SP (Waldenor Moreira Borges Filho), os diretores eleitos da Previ José Ricardo Sasseron e Paulo Assunção e os conselheiros deliberativos eleitos Célia Larichia, Mirian Fochi e William Bento.

Veja os principais pontos da discussão.

- Voto de minerva

O Banco do Brasil não aceita abrir mão do voto de minerva no Conselho Deliberativo da Previ, recusa a eleição para a Diretoria de Participações e a volta dos direitos do Corpo Social (votação em alterações nos estatutos e regulamentos). Frente aos protestos das entidades representativas dos associados, o Banco afirmou que pode analisar alternativas para a flexibilização do voto de minerva, as consultas ao Corpo Social e outras inovações no modelo de governança da Previ.  As entidades continuarão insistindo nestes pontos até que volte a se equilibrar o poder do Banco e dos associados.

- Revisão do regulamento versus superávit

Os representantes do BB afirmaram que somente aceitam alterações no regulamento do Plano 1 para contemplar reivindicações dos associados se forem custeadas pela reserva especial. De acordo com a Resolução CGPC nº 26, metade da reserva deve ser destinada para o Banco e a outra metade para os associados.

Os dirigentes eleitos da Previ e as entidades representativas insistiram que este não foi o compromisso assumido pelo Banco no final das negociações do superávit em novembro de 2010. Ficou acertado que seriam negociadas alterações no regulamento do Plano 1, independentemente da utilização de superávit.

Os representantes mostraram que é possível fazer tais alterações revisando o plano de custeio, sem utilização da reserva especial. Lembraram, ainda, que o próprio Superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) afirmou, em reunião naquele órgão, em outubro de 2010, que estas alterações seriam possíveis depois da destinação da reserva especial, desde que houvesse a concordância do Banco.

Diante do impasse, será marcada reunião conjunta na Previc para discutir a questão.

- Negativas e evasivas

Quanto às reivindicações dos associados, o Banco apresentou uma série de negativas. Em outros casos, afirmou que aceita discutir alternativas, desde que o impacto seja absorvido pela reserva especial do Plano 1, destinando valor correspondente ao Banco.

Os representantes do Banco afirmaram que não aceitam a aposentadoria antecipada para as mulheres aos 45 anos, por haver posição contrária de órgãos do Governo; não aprovam o resgate das contribuições patronais pelos pedevistas, alegando que se deve pensar nos atuais associados; negaram a proposta de pagar 360/360 de complementação de aposentadoria para todos, independentemente do tempo de contribuição na ativa. Os associados apresentaram vários argumentos a favor de cada proposta, mas o Banco afirmou que não aceita qualquer alteração nestes pontos.

O BB aceitou analisar as seguintes propostas: aumento do teto de contribuição e benefícios para 100% da remuneração da ativa, nova redução da Parcela Previ, aumento no valor do benefício mínimo, abono anual para aposentados.

A Previ avaliará os custos de cada uma destas propostas para levar à mesa de negociações. Quanto ao aumento no valor das pensões, o Banco afirmou que aceita debater o tema, apesar de dar preferência para melhorias nos benefícios de complementação de aposentadoria.

Foi apresentada pelos associados proposta para vincular o benefício mínimo ao percentual do teto de benefícios, quando este for estabelecido. O Banco afirmou não haver qualquer problema em antecipar o reajuste dos benefícios Previ dos aposentados para janeiro. Este tema será resolvido no decorrer das negociações.

- BET sobre as verbas P210 e P220

O Benefício Especial Temporário de 20% (BET) incidiu somente sobre os complementos de aposentadoria e pensão de responsabilidade da Previ, o Complemento Previ. Não houve incidência do BET sobre o Complemento Adicional BB (verbas P220 e P210), benefícios que são de responsabilidade exclusiva do Banco, pagos pela empresa mensalmente e repassados via folha de pagamento da Previ. A entidade tem respondido aos associados que não há incidência do BET sobre estas verbas, pois não houve contribuição para constituir as reservas de pagamento destes benefícios - tais recursos não foram aplicados e não geraram superávit a ser distribuído. Foram feitas contribuições sobre estas verbas somente após a concessão dos benefícios, com objetivo de gerar pensão que será calculada inclusive sobre estes benefícios e cujo pagamento é de responsabilidade da Previ.

As entidades representativas apresentaram documento reivindicando que o Banco assuma o pagamento do BET para os mais de sete mil aposentados e pensionistas envolvidos, já que os benefícios em questão são de sua exclusiva responsabilidade. O valor mensal correspondente é de R$ 4,2 milhões. O Banco vai analisar a questão e se manifestar na próxima reunião.

- Teto remuneratório

Em 2008, quando se alterou o critério de remuneração dos executivos do Banco do Brasil, a diretoria e o conselho deliberativo da Previ aprovaram, por solicitação do próprio Banco, a instituição de um teto de contribuição e benefícios à Previ, correspondente à remuneração paga aos detentores do cargo NRF especial, o maior salário do quadro de carreira do BB (hoje cerca de R$ 27.000).

No regulamento atual este teto não está previsto, existindo somente os tetos de 90% da remuneração e 136% do salário base, o salário do posto efetivo. As alterações ainda não haviam sido aprovadas pela Previc, quando o Banco enviou novo documento à Previ desistindo da instituição do teto em março de 2010. Desde então se estabeleceu um impasse: enquanto os dirigentes eleitos da Previ defendem a instituição do teto correspondente ao NRF especial, o Banco quer o teto de três vezes o NRF especial.

O assunto foi levantado na mesa de negociações com as entidades defendendo a posição dos dirigentes eleitos pelo teto mais baixo. O tema também está sendo discutido no Conselho Deliberativo da Previ.
 
- BET do grupo 67

Os representantes dos associados cobraram o compromisso do Banco, assumido na mesa de negociação em novembro de 2010, de se responsabilizar pelo pagamento de 53% do valor do BET pago aos 21 mil aposentados do grupo 67, seguindo o custeio estabelecido quando foi firmado o acordo de 1997.

O valor correspondente está contabilizado em conta transitória do Plano 1, para ser lançada a débito do patrocinador. O Banco alegou que está analisando os aspectos jurídicos da questão.

Fonte: Agência ANABB