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Assuntos diversos

BB busca crescer em segmentos mais lucrativos

Banco identificou 13 milhões de correntistas com potencial para tomar empréstimos


Em 12.05.2011 às 00:00 Compartilhe:


O Banco do Brasil (BB) quer encerrar 2011 com ativo total de R$ 1 trilhão (cerca de US$ 617 bilhões). A meta, fixada pelo presidente do banco, Aldemir Bendine, em reunião com seus principais executivos, representará, se for cumprida, crescimento de 22% em relação ao ano passado, mas de apenas 15,3% quando comparada à posição já alcançada no primeiro trimestre deste ano.

O número é simbólico. Seria o primeiro banco brasileiro a alcançar a marca. O Itaú Unibanco, segundo colocado no ranking, chegou a R$ 778,4 bilhões em ativos em 31 de março e o BB, a R$ 866,6 bilhões. A diferença é que o lucro do BB é bem menor - R$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre, enquanto o Itaú obteve R$ 3,5 bilhões.

Desde 2008, quando o governo determinou que o banco atuasse agressivamente no crédito para amenizar os efeitos da crise sobre o mercado interno, o BB tem procurado se tornar um competidor relevante em segmentos de negócio em que antes os bancos privados transitavam sozinhos.

Não por acaso, na próxima etapa a meta é liderar em segmentos mais rentáveis do mercado, nos quais o BB não aparece na dianteira, como cartões de crédito, seguridade e crédito imobiliário.

O vice-presidente de varejo do BB, Paulo Caffarelli, disse que, na área de crédito, o banco vai procurar tomadores de empréstimo dentro da sua própria carteira de clientes - 55 milhões de pessoas, equivalentes a mais de 25% da população brasileira. Para atingir esse objetivo, o banco investiu pesadamente no aperfeiçoamento do seu sistema de relacionamento com o cliente e identificou 13 milhões de correntistas com potencial para tomar empréstimos e que não o fazem.

No crédito imobiliário, o objetivo não é ameaçar a Caixa Econômica Federal, líder absoluta com mais de 70% do mercado, mas superar os bancos privados. O BB detém hoje apenas 2,3% do mercado de crédito imobiliário, atrás de Itaú (8,4%), Santander (7,7%) e Bradesco (6,5%).

O banco descobriu que 30 mil pessoas simulam empréstimos imobiliários em seus terminais de autoatendimento todos os meses e agora vai atrás delas. Sua carteira, porém, é menos rentável que a da concorrência e essa é uma desvantagem a ser corrigida.

Fonte: Valor Econômico