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Assuntos diversos

Fitch eleva classificação do Brasil

Agência diz que taxa de crescimento sustentável do país aumentou


Em 04.04.2011 às 00:00 Compartilhe:


A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou nesta segunda-feira (4) a classificação do Brasil a um nível acima do grau de investimento. É a primeira elevação desde maio de 2008, quando a Fitch reconheceu o país como grau de investimento. Quanto maior o rating de um país, melhor ele é sob o ponto de vista de atração de investimentos.

O Rating de Probabilidade de Inadimplência (IDR, na sigla em inglês) em moeda estrangeira passou de "BBB -" para "BBB". O IDR em moeda local também passou de "BBB -" para "BBB". O teto do país passou de "BBB" para "BBB +". O IDR de curto prazo passou de "F3" para "F2". A perspectiva para o rating foi revisada de positivo para estável.

De acordo com comunicado da Fitch, o upgrade reflete a avaliação da agência de que a taxa de crescimento potencial sustentável da economia brasileira aumentou entre 4% e 5%, suportando as perspectivas fiscais a médio prazo e o fortalecimento contínuo da liquidez externa do país, o que aumenta a capacidade de absorção de choque.

Ainda segundo a agência, a transição para o governo de Dilma Rousseff foi suave e o consenso sobre políticas macroeconômicas responsáveis continua bem ancorado.

A Fitch é a primeira das três grandes agências de risco a elevar o Brasil acima do primeiro nível do grau de investimento, que é BBB-. As outras duas agências são a Moody's e a Standard & Poor's.

A Standard & Poor's mantém a classificação do Brasil no primeiro nível do grau de investimento (BBB-) desde abril de 2008. Na Moodys, a classificação do Brasil é BAA3, com perspectiva positiva (equivalente à BBB-) desde setembro de 2009. Segundo a agência, há a expectativa de revisão da classificação neste 2º trimestre de 2011.

'Reconhecimento'
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta segunda que a melhora da classificação brasileira  pela agência de classificação de risco Fitch é um "reconhecimento de que a ecomomia brasileira está cada vez mais sólida".

Segundo nível de grau de investimento
O movimento coloca o Brasil no segundo nível da classificação de grau de investimento da Fitch. De acordo com a agência, os ratings de crédito uma opinião quanto às condições de um emissor de honrar seus compromissos financeiros, tais como pagamento de juros, pagamento de principal, sinistros de seguros ou obrigações com contrapartes.

Os ratings de crédito são utilizados por investidores como indicação da probabilidade de receberem seu capital aplicado de volta, segundo os termos acordados na ocasião da realização do investimento.

Em junho de 2010, a agência havia mantido os ratings IDR em moeda local e estrangeira em BBB-. A perspectiva foi revista de estável para positiva. O teto do país ("country ceiling") foi ratificado em BBB.

À época, a entidade explicou que a revisão da perspectiva refletia um desempenho econômico e resistência melhores do que o esperado em face da recessão global. Juntos com políticas econômicas relativamente prudentes podem melhorar a renda per capita do país e as taxas de solvência fiscal.

Entenda a avaliação de risco de investimento
A avaliação de risco de investimento é um sistema de nota desenvolvido por agências de análise de riscos para alertar os investidores de todo o mundo sobre os perigos do mercado em que eles escolhem para aplicar seu dinheiro.

A partir da nota de risco recebida por determinado país, os investidores podem avaliar se a possibilidade de ganhos (por exemplo, com juros maiores) compensa o risco de perder o capital investido por causa da instabilidade do país em questão.

O principal benefício de o país se tornar "investment grade" é atrair grandes investidores de países desenvolvidos que, por regras dos seus estatutos, só podem investir em ativos considerados de baixo risco.

A classificação da Fitch tem 23 categorias. A principal, AAA, é atribuída a países como Alemanha, Estados Unidos e Suíça. A D, que não é atribuída a nenhum país, é a mais baixa. Países classificados abaixo da categoria BBB- são considerados de "grau especulativo".

De acordo com a agência, o rating "BBB" (BBB+, BBB e BBB-) indica que há baixa expectativa de risco de crédito. A capacidade de pagamento de compromissos financeiros é considerada "adequada".

Fonte: G1