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Assuntos diversos

Participação crescente

Participação crescente


Em 01.01.2015 às 00:00 Compartilhe:


De março a agosto, a Associação arrecadou cerca de R$122 mil entre aqueles que ganharam ações judiciais e fizeram contribuições espontâneas por meio dos boletos bancários enviados pela coordenação do programa.

Com esses recursos, a ANABB está ajudando comunidades em vários lugares do Brasil, através dos comitês de cidadania dos funcionários do Banco. Novos comitês também voltaram a ser criados, motivados pela Associação. Até o fim do ano passado, cerca de 60 comitês estavam cadastrados e ativos. Esse número já chegou a dois mil e quatrocentos há quase dez anos, auge do programa Brasil Sem Fome, criado em 1993.

O programa da ANABB procura atender a todos os comitês, sem distinção. “Mas os projetos devem se enquadrar nas exigências e normas da campanha e, evidentemente, deve haver recursos para tal”, afirma o diretor da entidade e coordenador do Brasil Sem Fome, Douglas Scortegagna. “É preciso valorizar a ação como cidadão e como voluntário”, defende. Ele conta que a diretoria da Associação ficou “altamente satisfeita com o retorno dado pelos associados”. Dos 12.699 funcionários do Banco beneficiados com vitórias na Justiça desde janeiro de 2003, 1.989 já contribuíram. Destes, 1.376 colaboraram com mais de R$ 50,00, ganhando uma camisa do programa e um brinde especial da ANABB.

Parte do dinheiro arrecadado já foi distribuído entre seis projetos selecionados. Em três meses, todos foram executados. A Apae de Campina Grande, na Paraíba, construiu 500 m2 de muro e criou 50 canteiros de horta. Também na Paraíba, dez famílias passaram a cozinhar com um fogão solar, de tecnologia alemã adaptada e fabricada no Brasil. Em Sapé, município muito carente da Paraíba, o Restaurante Popular foi montado com equipamentos adquiridos com recursos do programa e já fornece mais de 300 refeições diárias a R$ 1,50. No sul do País, o comitê de Sapucaia do Sul (RS) montou oficinas de elétrica e serralheria para oferecer cursos profissionalizantes. Com o financiamento da campanha Brasil Sem Fome, a escola João Paulo I, em Belo Horizonte, também renovou sua horta comunitária. E em Brasília, o Coral Reciclando Sons, constituído de crianças e adolescentes da Vila Estrutural, invasão próxima a um aterro sanitário, ganhou equipamentos de som para as apresentações.

Inclusão no mundo virtual
Crianças atendidas pelo projeto Cidadão-Mirim, em Ribeirão Preto (SP), agora têm aulas diárias de informática na nova sala de inclusão digital, o Telecentro, inaugurado dia 19 de outubro. A quantidade de computadores aumentou de quatro para quatorze depois da última doação de equipamentos feita pelo Banco do Brasil. E o comitê de funcionários do BB na cidade ainda recebeu R$ 4 mil reais da ANABB para melhorar a infra-estrutura do Cidadão-Mirim. Foram comprados geladeira, freezer, multiprocessador, cadeiras e uma tevê de 29 polegadas, entregues no dia 28 de outubro com a presença do diretor da Associação, Douglas Scortegagna.

Atualmente, o Cidadão-Mirim atende 44 crianças, com idade entre 7 e 14 anos, que moram na Favela das Mangueiras, a maior de Ribeirão Preto. Toda manhã, entre oito horas e meio-dia, elas recebem aulas de reforço escolar e participam de atividades culturais no Centro Comunitário, onde funciona o projeto. O dia sempre começa com um café-da-manhã e elas só vão embora depois de um almoço nutritivo e “dos dentes escovados”, destaca uma das responsáveis pelo projeto, Maria Ignês de Paula Soares Coelho, funcionária aposentada do Banco do Brasil.

Todos os projetos apoiados pela ANABB têm sempre a participação de funcionários do Banco do Brasil, além de pessoas da comunidade, e foram inscritos por comitês de cidadania mantidos ou assistidos por esses funcionários. Além de coordenar a seleção dos projetos e fiscalizar o uso dos recursos doados, o diretor Scortegagna está sempre empenhado em descobrir novas formas de atrair a ajuda de possíveis doadores para a campanha Brasil Sem Fome.

Para estimular as doações e aumentar o apoio aos comitês, os mais de 98 mil associados da ANABB vão receber, junto com a edição deste jornal, um boleto bancário. Contribuir é proporcionar condições para que muitos outros projetos venham a ser atendidos. Vários estão em análise na ANABB e dependem das doações para receber ajuda. Contribuições a partir de R$ 50,00 dão direito a receber uma linda camisa da ANABB, com a marca do programa. “Todos os associados podem participar, independentemente de ter ação na Justiça”, convoca o diretor.

Outra novidade é que deve ser lançado, até o fim deste ano, o IV Prêmio de Cidadania. Em meados de 2005, os projetos que gerarem melhores resultados para as comunidades atendidas serão premiados.

Fonte: AÇÃO 172 - SET/NOV DE 2004