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Assuntos diversos

Expansão da oferta de crédito preocupa Banco Central

Com o crédito atingindo a marca próxima de 50% do PIB, o BC está atento à expansão do consumo


Em 22.02.2011 às 00:00 Compartilhe:


Com o crédito atingindo a marca histórica próxima de 50% do Produto Interno Bruto (PIB), o Banco Central está atento à expansão do consumo, fomentado por financiamentos, para garantir o controle da inflação dentro das metas e a solidez do sistema financeiro.

Foi o que indicou ontem o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Luiz Awazu Pereira, durante o seminário Cenários da Economia Brasileira e Mundial em 2011, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pelo Valor, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Em dezembro, o Banco Central tomou medidas para conter a expansão do crédito, que incluíram aumento de 15% para 20% dos depósitos compulsórios sobre depósitos a prazo e de 8% para 12% na alíquota adicional de compulsório sobre depósitos à vista e a prazo. A alteração significou um enxugamento de pouco mais de R$ 60 bilhões em recursos no sistema.

Segundo Pereira, na época o BC identificou a necessidade de "mitigar riscos" em algumas modalidades de crédito ao consumo, que apresentavam prazos longos de pagamento, porém sem as garantias compatíveis com o prazo.

De acordo com o diretor do Banco Central, um dos fatores de expansão do crédito é a forte entrada de recursos externos, devido à liquidez internacional, por sua vez causada pelo cenário de incertezas nas "economias maduras", em contraponto às boas perspectivas de crescimento do Brasil.

Apesar de o retirar esses recursos de circulação através da política de acúmulo de reservas, uma parte desse dinheiro fica no mercado, ampliando os riscos da economia brasileira, explicou.

"Essa parcela vinha ampliando-se nos últimos meses, alimentando uma expansão não tão saudável do mercado de crédito (de consumo), correndo o risco de propiciar o surgimento de bolhas e distorções exageradas nos preços de ativos (inclusive da taxa de câmbio)", disse o diretor do BC. (JR)

Fonte: Valor Econômico